O governo do Chile decretou estado de catástrofe em duas regiões do sul do país após a intensificação de incêndios florestais que já provocaram ao menos 16 mortes e forçaram a retirada de cerca de 20 mil pessoas de suas casas.
A medida foi anunciada neste domingo, 18 de janeiro, pelo presidente Gabriel Boric, que determinou a liberação total de recursos do Estado para o enfrentamento da crise.
O decreto vale para as regiões de Ñuble e Biobío, localizadas a aproximadamente quinhentos quilômetros ao sul de Santiago.
Em publicação nas redes sociais, Boric afirmou que a decisão foi tomada “diante da gravidade dos incêndios em curso” e reforçou que todas as estruturas governamentais estão mobilizadas.
De acordo com a agência florestal chilena, o país registrava vinte e quatro incêndios ativos na manhã deste domingo. Desses, doze se concentravam justamente nas regiões de Ñuble e Biobío, consideradas as áreas mais críticas no momento.
Até agora, o fogo já consumiu cerca de oito mil e quinhentos hectares, colocando comunidades inteiras em risco e exigindo ordens de evacuação em diferentes municípios.
O ministro da Segurança do Chile, Luis Cordero, informou que quinze mortes foram confirmadas apenas na região de Biobío.
Em Ñuble, foi registrada uma morte até o momento. As autoridades não descartam a possibilidade de novos registros, já que algumas áreas seguem de difícil acesso para as equipes de resgate.
Ainda não há um balanço consolidado sobre o número de residências destruídas ou danificadas, mas o governo chileno afirmou que está priorizando a retirada de moradores e o atendimento às pessoas deslocadas.
Com o decreto de estado de catástrofe, o governo passa a ter maior flexibilidade administrativa, incluindo:
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mobilização das Forças Armadas para apoio logístico
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reforço no trabalho de brigadistas florestais e bombeiros
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liberação de recursos emergenciais
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coordenação direta entre governo central, autoridades regionais e municípios
As autoridades chilenas também alertaram para as condições climáticas adversas, como altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes, que dificultam o controle das chamas e ampliam o risco de novos focos.
Os incêndios ocorrem em meio a um cenário recorrente de eventos climáticos extremos no sul do Chile, que nos últimos anos tem enfrentado períodos prolongados de seca, altas temperaturas e maior vulnerabilidade das áreas florestais.
O governo reforçou o apelo para que a população siga as orientações oficiais e respeite as ordens de evacuação, destacando que a prioridade é preservar vidas.


