Ibrachina surpreende na Copinha, elimina gigantes e vira sensação do futebol de base

Fundado em 2020, clube da Mooca chega à semifinal da Copinha após eliminar Atlético-MG, Internacional e Palmeiras

O Ibrachina Futebol Clube se transformou na principal surpresa da Copinha 2026 ao alcançar, pela primeira vez, a semifinal do torneio e eliminar clubes tradicionais do futebol brasileiro.

Fundado em 2020, o time da Mooca, em São Paulo, deixou pelo caminho Atlético-MG, Internacional e Palmeiras, e agora enfrenta o São Paulo em busca de uma vaga inédita na final.

O desempenho chama atenção não apenas pelos resultados em campo, mas também pela estrutura montada em pouco tempo e pelo contexto econômico que envolve o projeto.

Campanha histórica do Ibrachina na Copinha

Na fase de grupos, o Ibrachina terminou na liderança do Grupo 30, somando 7 pontos. A equipe goleou o Ferroviário-CE, venceu o Bangu-RJ e empatou com o Santo André, com 8 gols marcados e apenas 2 sofridos.

No mata-mata, a trajetória seguiu surpreendente:

  • Segunda fase: vitória sobre o Atlético-MG

  • Oitavas de final: eliminação do Internacional

  • Quartas de final: classificação contra o Palmeiras, nos pênaltis

O resultado consolida o clube como uma das forças emergentes do futebol de base paulista.

O Ibrachina surgiu em meio às restrições da pandemia de Covid-19. Enquanto diversos clubes interromperam atividades nas categorias de base, o projeto manteve peneiras e treinamentos, seguindo protocolos sanitários.

Esse cenário permitiu ao clube atrair atletas que estavam vinculados ou em formação em equipes tradicionais como Portuguesa, São Caetano, São Bernardo e até o Palmeiras.

A continuidade do trabalho em um período de paralisação geral foi determinante para acelerar o desenvolvimento esportivo do time.

Sediado na Mooca, o Ibrachina atende atletas das categorias sub-15, sub-17 e sub-20, além de manter ações sociais com crianças de comunidades como Heliópolis e São Mateus.

O clube tem como mascotes a arara e o dragão, representando Brasil e China, e o nome está ligado ao Instituto Sociocultural Brasil-China, braço social do projeto.

O presidente do Ibrachina é o empresário Henrique Law, filho de Law Kin Chong e Miriam Law, nomes citados em investigações da CPI da Pirataria da Câmara Municipal de São Paulo.

Segundo os relatórios da comissão, o casal é ligado à administração de shoppings populares nas regiões da rua 25 de março, Brás e Pari.

Law Kin Chong chegou a ser preso em operações da Polícia Federal entre 2004 e 2008, por crimes como corrupção ativa, contrabando e descaminho.

Henrique Law afirma que o projeto esportivo não recebe recursos diretos dos pais e que a gestão do clube é independente, embora a loja Empório Daruma, ligada à família, figure como patrocinadora máster.

Atualmente, o foco do Ibrachina segue concentrado na formação de atletas. A entrada no futebol profissional é tratada como um passo futuro, condicionado ao ranqueamento na CBF.

Caso avance, o clube teria de iniciar na  divisão do Campeonato Paulista, competição com limite de idade de 23 anos, o que favoreceria a utilização dos atletas do sub-20.

Uma tentativa de parceria com o Juventus da Mooca chegou a ser avaliada, mas não avançou.

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