Malhação volta como novelinha vertical: Globo aposta em microdramas curtos para celular

Projeto ainda está em fase inicial e sem elenco definido; iniciativa se encaixa na estratégia da emissora de produzir novelas curtas e verticais para plataformas digitais

A Globo confirmou que trabalha no desenvolvimento de uma novelinha vertical inspirada no universo de “Malhação”, pensada para consumo nas redes sociais e alinhada à estratégia de investir em conteúdos nativos para o ambiente digital.

O projeto tem previsão de chegar em 2026, mas ainda está em estágio inicial, sem definições fechadas de direção, título provisório, elenco, janela de lançamento ou modelo comercial e cotas de patrocínio. 

A retomada do “selo” Malhação acontece num momento em que a emissora expande a produção de microdramas e formatos curtos em vídeo vertical, conteúdos desenhados para celular, com episódios de poucos minutos e distribuição multiplataforma.

A Globo já colocou no ar a primeira produção desse movimento, Tudo Por Uma Segunda Chance, um microdrama produzido pelos Estúdios Globo com 50 capítulos de cerca de 2 a 3 minutos.

A publicação ocorre em blocos semanais de 10 episódios, nos perfis da emissora em redes como TikTok e Instagram, além de ficar disponível no Globoplay. 

A aposta é transformar o consumo rápido (e recorrente) do feed em uma vitrine para dramaturgia curta, com linguagem adaptada ao formato vertical e à lógica de distribuição das plataformas.

No caso de “Tudo Por Uma Segunda Chance”, a estreia ocorreu com patrocínio do Santander, e a estratégia envolve também integrações narrativas com a programação tradicional: há menções e “pontos de contato” com a novela “Dona de Mim” na faixa das 19h, enquanto o público assiste ao conteúdo completo nos canais digitais. 

As entregas comerciais previstas para esse ecossistema incluem:

  • Inserções narrativas desenhadas para vídeo vertical;

  • Ativações em redes sociais e distribuição multiplataforma;

  • Possibilidades de licenciamento e projetos apoiados integralmente por marcas. 

Além dos títulos inéditos, o Globoplay planeja organizar os microdramas em um espaço dedicado dentro da plataforma, estruturado por frentes que incluem originais, novelinhas ligadas à TV Globo, obras licenciadas e adaptações curtas com personagens já conhecidos do público.

Entre os exemplos citados nesse pacote estão projetos derivados de Bibi Perigosa, Angel e da dupla Kelvin e Ramiro. 

Nesse mesmo movimento, a Globo lançou a segunda produção: “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, um original Globoplay com 50 episódios de até 2 minutos.

A estratégia prevê que os 7 primeiros capítulos fiquem disponíveis gratuitamente para usuários logados e nas redes sociais; o restante é exclusivo para assinantes, com acesso pelo aplicativo mobile. 

Por que a volta de Malhação virou peça-chave

Exibida originalmente a partir de 1995, “Malhação” consolidou um formato de longa duração com renovação de elenco e tramas voltadas ao público jovem.

O projeto nasceu de conversas na oficina de roteiristas da Globo e foi criado por Andréa Maltarolli e Emanuel Jacobina. 

Ao longo dos anos, a produção também ficou marcada como “celeiro” de talentos, associada ao início de carreira de diversos nomes que depois ganharam protagonismo na TV. 

Com a “Malhação” vertical, a Globo tenta reaproveitar um título forte (e reconhecível) em uma lógica diferente: em vez de grade, feed; em vez de capítulo longo, episódios curtíssimos; e com potencial de integração entre redes sociais e streaming.

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