O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzan, afirmou que a Espanha sediará a final da Copa do Mundo de 2030, torneio que será co-organizado por Espanha, Portugal e Marrocos.
A declaração foi feita na noite de segunda-feira (26), durante um evento promovido pela Associação de Imprensa Esportiva de Madri.
“A Espanha comprovou sua capacidade de organização ao longo de muitos anos. Será a sede da Copa do Mundo de 2030 e a final será realizada aqui”, disse Louzan.
A fala antecipa uma definição que, oficialmente, ainda não foi anunciada pela FIFA, responsável pela decisão final sobre o local da partida mais importante do torneio.
Apesar da confiança demonstrada por Louzan, Marrocos também pleiteia a final do Mundial. O país deseja sediar a partida em Casablanca, no Grand Stade Hassan II, estádio que está em construção ao norte da cidade e cuja conclusão está prevista para o fim de 2028.
O projeto marroquino prevê uma arena com capacidade para 115.000 espectadores, o que a tornaria uma das maiores do mundo.
O presidente da Real Federação Marroquina de Futebol, Faouzi Lekjaa, já havia manifestado, em 2025, o desejo de ver uma final entre Espanha e Marrocos em Casablanca.
Louzan, no entanto, mencionou entraves recentes enfrentados pelo país africano.
Durante o discurso, o dirigente espanhol fez referência aos problemas registrados na última Copa Africana de Nações, sediada por Marrocos.
A final entre Senegal e Marrocos, vencida pelos senegaleses por 1 a 0, foi marcada por tumultos de torcedores, protestos de jogadores e interrupções temporárias da partida.
“Marrocos está passando por uma transformação em todos os sentidos, com estádios magníficos. Devemos reconhecer o que foi feito bem. Mas na Copa Africana de Nações vimos cenas que prejudicam a imagem do futebol mundial”, afirmou Louzan.
O dirigente não especificou qual estádio espanhol receberia a decisão. Os dois principais candidatos são:
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Santiago Bernabéu, em Madri
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Camp Nou, em Barcelona
Ambos passam por processos recentes de modernização e já sediaram finais de grandes competições internacionais.
Procuradas, a Fifa e as federações de Portugal e Marrocos não comentaram a declaração.
Em posicionamento anterior à Reuters, a entidade máxima do futebol afirmou que ainda é prematuro definir a sede da final, lembrando que o local da decisão da Copa de 2026 foi anunciado apenas 2 anos antes do torneio.
Até o momento, portanto, a fala de Louzan não tem caráter oficial, mas indica uma disputa política e simbólica entre os países organizadores pelo jogo mais valioso do Mundial de 2030.


