O Super Bowl 2026 marcou um capítulo inédito na história do entretenimento global neste domingo (8).
O responsável pelo feito foi Bad Bunny, que se tornou o primeiro artista a comandar um show do intervalo com repertório em espanhol, em uma apresentação que colocou a cultura latina no centro do maior evento esportivo dos Estados Unidos.
O espetáculo aconteceu no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, durante o intervalo da final da NFL entre New England Patriots e Seattle Seahawks.
Com duração aproximada de 13 minutos, o show reuniu sucessos de diferentes fases da carreira do cantor porto-riquenho e contou com participações especiais de Lady Gaga e Ricky Martin.
Repertório em espanhol consolida momento histórico
Embora outros artistas latinos já tenham se apresentado no intervalo do Super Bowl, como Shakira e Jennifer Lopez em 2020, Bad Bunny foi pioneiro ao conduzir quase toda a performance em espanhol.
A única exceção foi a participação de Lady Gaga, que interpretou “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, em versão com ritmo de salsa. A única música cantada em inglês durante a apresentação.
Canções do álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, vencedor do Grammy de Álbum do Ano, tiveram destaque no repertório, reforçando o protagonismo do artista no cenário musical internacional.
Confira:
Lo único más poderoso que el odio, es el amor.
The Only Thing More Powerful Than Hate is Love. @sanbenito #AppleMusicHalftime pic.twitter.com/0VDQlSjet9
— NFL (@NFL) February 9, 2026
Cenografia, narrativa visual e celebração cultural
A apresentação começou com “Tití Me Preguntó”, em um palco montado no gramado que simulava uma plantação.
Ao longo do show, referências visuais à cultura latino-americana foram incorporadas à cenografia, com coreografias, mudanças de cenário e encenações simbólicas.
Na sequência, Bad Bunny apresentou faixas como “Yo Perreo Sola”, “BAILE INoLVIDABLE”, “NUEVAYoL” e “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”, esta última com a participação de Ricky Martin.
O encerramento ficou por conta de “DtMF”, um dos maiores sucessos de sua carreira.
No momento final, figurantes entraram em cena com bandeiras de países das Américas, enquanto o cantor citava diversas nações, incluindo o Brasil.
Em um momento específico do show, Bad Bunny canta a canção “El Apagón”, que diz:
“Agora todos querem ser latinos (…) Mas falta tempero, energia e reggaeton neles, ei, ei.
Pero les falta sazón, batería y reggaeton”.
Veja:
ELE ENCHENDO A BOCA PRA FALAR QUE OS ESTADUNIDENSES NÃO TEM SAZÓN, BATERIA E REGGAETON, BAD BUNNYYYYYYY
pic.twitter.com/izbLHNjJab— ؘ (@dorlerme) February 9, 2026
Presença de artistas latinos reforça representatividade
Além dos convidados no palco, o show contou com a presença de artistas latinos, entre eles Pedro Pascal (Chile), Karol G (Colômbia) Cardi B (nasceu nos EUA, mas é de origem dominicana) e Jessica Alba (é norte-americana, mas tem ascendência mexicana), reforçando o caráter de celebração da cultura latino-americana no evento.
Declarações recentes e contexto político
A apresentação ocorreu poucos dias após Bad Bunny conquistar o Grammy de Álbum do Ano, quando fez uma declaração pública relacionada à política migratória dos Estados Unidos.
“Antes de agradecer a Deus, vou dizer: fora ICE”, afirmou Bad Bunny. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos.”
A fala aconteceu em meio a debates sobre a atuação violenta de autoridades federais de imigração. O governo norte-americano afirma que as operações têm como alvo criminosos em situação irregular.
Contudo, episódios recentes em Minnesota, como o assassinato de dois cidadãos norte-americanos por policiais de imigração, e a prisão de uma criança de 5 anos, geraram indignação nos EUA e em todo o mundo.
Encerramento simbólico e consolidação histórica
Esta foi a segunda participação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl e a primeira como atração principal. Em 2020, ele havia dividido o palco com Shakira e Jennifer Lopez, em Miami.
Neste domingo (8), ao encerrar a apresentação, o artista segurou uma bola de futebol americano com a mensagem “Juntos, somos a América”, encerrando um espetáculo que entrou para a história do Super Bowl e da música pop global.
Confira o momento final do show, em que Bad Bunny diz “Deus abençoe a América”, e cita os países do continente:
Bad Bunny citando TODOS os 35 países da América em sua apresentação no #SuperBowl.pic.twitter.com/Nl5s0cThVK
— Tracklist (@tracklist) February 9, 2026
Agora assista ao show do intervalo, na íntegra:
Bad Bunny’s Full #SuperBowlLX HalfTime Show pic.twitter.com/2iI5dzkdB4
— celebsnapz (@celebsnapzx) February 9, 2026
Figurino minimalista assinado pela Zara chama atenção
Conhecido por escolhas de moda ousadas, Bad Bunny surpreendeu ao optar por um visual minimalista, assinado pela Zara.
O look principal foi composto por peças em tom creme, incluindo camisa de colarinho, gravata, calça chino e tênis.
Durante a apresentação, o artista usou ainda uma camisa esportiva com o nome Ocasio e o número 64, elemento que gerou especulações entre fãs. Mais tarde, ele adicionou um blazer creme de abotoamento duplo, mantendo a proposta estética.
Nos acessórios, Bad Bunny utilizou luvas combinando, um relógio Royal Oak da Audemars Piguet em ouro amarelo com mostrador de malaquita e um par de seus próprios tênis “BadBo 1.0”, desenvolvidos em colaboração com a Adidas.
Bad Bunny em breve no Brasil
O artista mais ouvido de 2025 no Spotify, destaque absoluto no Grammy, a maior premiação da música internacional, Bad Bunny vive o auge da carreira. Ele é o momento!
E, pela primeira vez, o astro porto-riquenho vem ao Brasil.
Bad Bunny confirmou duas apresentações em São Paulo como parte da turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos”. Os shows acontecem nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2026, no Allianz Parque.
A procura por ingressos foi intensa, mas ainda há entradas disponíveis para o dia 21, com lugares na Cadeira Inferior, a partir de R$ 875,00. Confira clicando aqui.



