A cantora Britney Spears vendeu os direitos de todo o seu catálogo musical, segundo informações divulgadas pelo site norte-americano TMZ nesta terça-feira (10). O valor oficial da negociação não foi confirmado pelas partes envolvidas.
De acordo com a publicação, a artista transferiu sua participação nos direitos das músicas para a Primary Wave, editora musical independente dos Estados Unidos. A decisão teria sido celebrada pela cantora ao lado dos filhos.
Fontes ouvidas pelo portal classificaram a operação como um “acordo histórico”, comparando-o à venda do catálogo de Justin Bieber para a Hipgnosis, em 2023, que girou em torno de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão, na cotação atual do dólar).
Catálogo inclui grandes sucessos da carreira
O catálogo negociado reúne alguns dos maiores sucessos do pop mundial, como:
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“…Baby One More Time”
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“Oops!… I Did It Again”
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“Toxic”
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“Gimme More”
Com mais de 150 milhões de discos vendidos mundialmente, Britney Spears consolidou uma das trajetórias mais expressivas da música pop nas últimas décadas.
Embora os detalhes financeiros não tenham sido divulgados oficialmente, veículos internacionais apontam que o acordo pode ter alcançado cerca de US$ 200 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão), segundo estimativas publicadas na imprensa estrangeira.

Primary Wave amplia portfólio com grandes nomes da música
A Primary Wave já realizou negociações semelhantes envolvendo catálogos de artistas e patrimônios musicais de peso. Entre os nomes associados à empresa estão Notorious B.I.G. e Fleetwood Mac.
Nos últimos anos, a venda de catálogos musicais tornou-se uma tendência entre artistas consagrados.
Bruce Springsteen, Justin Bieber e Shakira também negociaram seus repertórios com grandes editoras e fundos de investimento especializados em direitos autorais.
Contexto recente da carreira
A negociação ocorre após um período de transformações na vida pessoal e profissional da cantora.
Em 2021, Britney Spears encerrou uma tutela judicial do pai que durou 13 anos. Por anos, Britney foi considerada uma mulher incapaz pela Justiça americana, sem autonomia para administrar a própria vida e o próprio dinheiro.
Em 2023, lançou sua autobiografia “The Woman in Me”, onde ela conta de sua infância, passando pela fama precoce, e pela tutela judicial que controlou sua vida por anos.
Já no início de 2024, declarou que “nunca voltaria para a indústria da música”.
Com a venda do catálogo, os direitos de sua obra passam oficialmente para nova administração, marcando um novo capítulo na trajetória da artista.



