A segunda semana de pré-temporada consolidou tendências e trouxe novos indicativos no resumo testes Fórmula 1 2026. Com apenas mais um dia de atividades antes da abertura do campeonato, as equipes passaram a priorizar ritmo de corrida, gestão de bateria e ajustes finos de telemetria.
O melhor tempo do segundo dia ficou com Kimi Antonelli, que marcou 1:32.8 no período noturno, momento considerado ideal para voltas rápidas. O desempenho sugere que o piloto da Mercedes estava com pouco combustível, estratégia comum em fim de sessão.
Diferentemente da primeira semana, que priorizou confiabilidade e alto número de voltas (com equipes registrando entre 110 e 130 giros por sessão), a atual fase concentrou-se em simulações de grande prêmio.
Entre os que mais rodaram:
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Franco Colapinto: 120 voltas
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Alexander Albon: 117 voltas
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Max Verstappen: forte presença em stint longo
A maioria dos pilotos completou distâncias próximas a uma corrida completa.
Verstappen e a nova abordagem técnica
O destaque técnico ficou por conta de Max Verstappen. A análise de telemetria indica mudança no estilo de pilotagem: em vez do tradicional “slow in, fast out”, o holandês tem adotado entrada de curva mais agressiva, sacrificando saída inicial para recuperar energia elétrica.
O uso mais frequente da primeira marcha e aplicação intensa de freio motor ajudam a carregar a bateria por meio do MGU-K, o que resulta em maior velocidade final de reta.
Essa estratégia tem chamado atenção de rivais e especialistas, sobretudo pela eficiência energética no novo regulamento.
Ferrari inova na asa traseira
A Scuderia Ferrari apresentou uma solução aerodinâmica diferenciada. A asa traseira possui mecanismo de rotação que, ao invés de apenas abrir como o DRS tradicional, altera o fluxo de ar e reduz arrasto, potencialmente elevando o carro levemente para preservar pneus.
Nos dados de velocidade de reta, Lewis Hamilton registrou números competitivos, embora tenha travado roda na curva 10 e terminado o dia em 4º, a 6 décimos do melhor tempo.
Aston Martin enfrenta dificuldades
A Aston Martin F1 Team apresentou problemas mecânicos. Fernando Alonso teve falha na transmissão, e a equipe enfrenta desafios na correlação entre chassi projetado por Adrian Newey e unidade de potência da Honda.
Segundo relatos, o problema não está no conceito aerodinâmico, mas na integração com o motor.
O regulamento de 2026 aumenta a importância da parte elétrica. Técnicas como “lift and coast” ganharam protagonismo:
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Redução de consumo de combustível
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Carregamento da bateria via freio motor
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Controle de altura do carro para preservar componentes
Especialistas avaliam que o gerenciamento energético pode ser mais determinante que a própria agressividade na pilotagem.
Os dados indicam equilíbrio entre Red Bull Racing, Mercedes-AMG Petronas, Scuderia Ferrari e McLaren F1 Team.
A expectativa é de que a disputa pelos títulos de pilotos e construtores fique concentrada nesse grupo.
Com o último dia de testes ainda pela frente, as equipes devem liberar mapas de motor mais agressivos, buscando referência final antes da etapa de abertura na Austrália.


