Irã fecha o Estreito de Ormuz para EUA, Israel e Europa em meio à escalada militar

Guarda Revolucionária alerta que embarcações de países aliados aos adversários podem ser alvo na região estratégica

A Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, está fechado para embarcações dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de países aliados ao Ocidente.

A afirmação ocorre em meio à intensificação do conflito militar envolvendo o país persa, Washington e Tel Aviv.

Segundo comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB, a medida estaria baseada no contexto de guerra e na interpretação de normas internacionais relacionadas ao controle de rotas marítimas estratégicas.

“Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

A organização também fez um alerta direto sobre a presença de navios de países considerados adversários na região.

“Se embarcações pertencentes aos Estados Unidos, a Israel, à Europa e a seus apoiadores (…) forem observadas, certamente serão atingidas”, advertiu o IRGC.

Estreito de Ormuz tem tráfego reduzido e preocupa mercados globais

Na prática, o Estreito de Ormuz já enfrenta forte paralisação no tráfego marítimo desde o início da recente escalada militar.

A situação começou após uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizada no último sábado (28).

A interrupção do fluxo marítimo na região afetou diretamente o transporte de petróleo e gás natural do Oriente Médio, considerado vital para o abastecimento energético mundial.

Como consequência, os preços internacionais do petróleo registraram forte alta, aumentando preocupações sobre impactos na economia global.

Ataque naval amplia crise no Golfo

A tensão aumentou ainda mais na quarta-feira (4), quando um navio de guerra iraniano foi atingido por um ataque norte-americano ao largo do Sri Lanka, segundo relatos relacionados ao conflito.

O episódio ocorre no quinto dia consecutivo de paralisação do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, agravando a instabilidade na região.

Durante o mesmo período, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano pretende oferecer seguro e escolta naval para embarcações que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, com o objetivo de reduzir os impactos da crise energética.

Confira onde fica o Estreito de Ormuz:

Estreito de Ormuz
Foto: Reprodução/Remessa Online

Entenda a escalada do conflito no Oriente Médio

A atual crise começou após uma série de ataques militares iniciados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Em resposta, o governo iraniano passou a retaliar países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo:

  • Emirados Árabes Unidos

  • Catar

  • Bahrein

  • Kuwait

  • Jordânia

  • Iraque

No domingo (1º), a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel.

Após o anúncio, o país prometeu intensificar a resposta militar.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que o Irã considera reagir aos ataques como um direito legítimo.

Troca de ameaças entre Irã e Estados Unidos

O aumento das tensões levou a declarações públicas entre autoridades dos dois países.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã não deveria avançar com novos ataques retaliatórios.

“É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

Em pronunciamento anterior, Trump também declarou que as ofensivas militares continuariam “ininterruptas durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

O Irã é o país com mais mortes na guerra, ultrapassando 1.230 pessoas, segundo autoridades do país.

Enquanto isso, confrontos e movimentações militares seguem sendo registrados na região, ampliando as preocupações sobre estabilidade no Oriente Médio e impactos no mercado global de energia.

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