O príncipe Harry teria procurado as primas, princesas Eugenie e Beatrice, para oferecer apoio e até mesmo abrigo nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelo jornal britânico Daily Mirror na terça-feira (3).
A iniciativa teria ocorrido em meio à repercussão pública envolvendo o pai das duas, o príncipe Andrew, ligado ao escândalo do empresário Jeffrey Epstein.
De acordo com o tabloide, o duque de Sussex mantém uma relação próxima com as filhas de Andrew e estaria preocupado com o impacto do caso na vida das primas.
Convite para as primas nos Estados Unidos
Fontes ouvidas pelo Daily Mirror afirmam que Harry teria entrado em contato com Eugenie e Beatrice para oferecer suporte durante o momento delicado enfrentado pela família.
Segundo um insider citado pela publicação, o príncipe teria demonstrado compreensão sobre a situação vivida pelas primas dentro da monarquia.
“Ele sabe como é estar do lado prejudicado da instituição”.
A mesma fonte acrescentou que o convite para visitarem ou se hospedarem nos Estados Unidos permaneceria disponível.
“Ele disse que o convite [para ir para os EUA] está sempre aberto, especialmente para Beatrice, caso ela queira algum dia”.
Desde o início de 2020, Harry vive nos Estados Unidos após se afastar das funções oficiais da família real ao lado da esposa, Meghan Markle. O casal reside em Montecito, na Califórnia, com os filhos Archie e Lilibet.
A mudança ocorreu após a decisão de renunciar às responsabilidades reais, o que desencadeou uma série de tensões públicas entre Harry, o rei Charles III e o príncipe William.
Possíveis impactos na posição das princesas
A reportagem também menciona que veículos internacionais levantaram a possibilidade de que Eugenie e Beatrice possam enfrentar consequências institucionais indiretas dentro da monarquia.
Esses possíveis efeitos seriam considerados um “efeito colateral” da crise envolvendo o pai, em meio aos esforços da família real para preservar sua imagem diante da opinião pública global.
Veja fotos do Príncipe Andrew e suas filhas, as princesas Eugenie e Beatrice:

Investigação relacionada a Jeffrey Epstein
O príncipe Andrew perdeu títulos, funções oficiais e privilégios dentro da monarquia após a repercussão de seu relacionamento com o financista Jeffrey Epstein, investigado por crimes sexuais.
Autoridades apuram, entre outros pontos, se Andrew teria enviado relatórios confidenciais a Epstein quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em janeiro, também trouxeram fotografias nas quais Andrew aparece em situações com mulheres não identificadas.
O órgão não informou quando ou onde as imagens foram registradas, nem o contexto em que foram feitas.
Os documentos divulgados ainda mencionam comunicações entre Andrew e Epstein, incluindo um convite para o Palácio de Buckingham, o que intensificou a repercussão internacional do caso.
Acusações e renúncia aos títulos
Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, considerada uma das principais testemunhas nas investigações relacionadas a Epstein.
As acusações referem-se a um período em que Giuffre afirma que ainda era menor de idade.
Em meio às denúncias e à pressão pública, Andrew renunciou a seus títulos e honrarias reais em outubro do ano passado.
O ex-príncipe nega qualquer envolvimento com Epstein ou participação em crimes ligados ao financista.
Jeffrey Epstein foi preso em 8 de julho de 2019, em Nova York, sob acusações de tráfico sexual de menores e conspiração para tráfico sexual.
Em 10 de agosto do mesmo ano, ele foi encontrado morto em sua cela no Metropolitan Correctional Center, enquanto aguardava julgamento.


