A Embaixada da China nos Estados Unidos publicou nas redes sociais uma animação feita com inteligência artificial que ironiza um encontro promovido pelo presidente Donald Trump com líderes das Américas.
O vídeo foi divulgado na quarta-feira (11) e faz referência ao evento Escudo das Américas, realizado no sábado (7), na Flórida.
A iniciativa reuniu governos considerados mais alinhados aos Estados Unidos.
Na animação, uma águia-de-cabeça-branca, símbolo dos Estados Unidos, aparece sentada à mesa com outras aves que representam países do continente.
A águia promete garantir a segurança dos demais.
No entanto, após a promessa, ela prende as outras aves dentro de uma gaiola e afirma: “Às vezes, a segurança vem com um pouco de controle”.
Na publicação nas redes sociais, a embaixada chinesa questionou: “Escudo das Américas ou correntes das Américas?”
O vídeo também mostra a águia apertando um botão enquanto explosões aparecem pela janela, em uma possível referência a tensões militares envolvendo os Estados Unidos.
Ao fundo, aparece o logotipo do encontro Escudo das Américas, utilizado pela Casa Branca na reunião.
O que é o Escudo das Américas
O encontro foi organizado pelo governo de Donald Trump e reuniu líderes de direita da região.
Segundo a Casa Branca, a iniciativa pretende fortalecer a cooperação entre países do continente para:
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combater gangues e cartéis
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enfrentar o narcotráfico
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conter a imigração ilegal
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impedir interferências externas no hemisfério
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento.
Analistas veem o encontro como parte de uma estratégia dos Estados Unidos para reduzir a influência da China na América Latina.
A iniciativa também dialoga com a chamada Doutrina Monroe, frequentemente citada por aliados de Trump.
Nos últimos anos, a presença econômica chinesa cresceu na região.
Estudos apontam que atualmente a maioria dos países da América do Sul negocia mais com a China do que com os Estados Unidos, com exceção de Paraguai e Colômbia.
A rivalidade entre Washington e Pequim tem se refletido cada vez mais na disputa por influência política, econômica e estratégica no continente.


