A polêmica envolvendo o remix do álbum ‘Elis’, de 1973, ganhou novos desdobramentos após o posicionamento público de Pedro Mariano. O filho da artista saiu em defesa da nova versão do álbum clássico de Elis Regina, contrariando críticas feitas por seu pai, o músico Cesar Camargo Mariano.
O disco, lançado originalmente em 1973, foi relançado em versão remixada e remasterizada, o que gerou forte repercussão nas redes sociais.
Cesar Camargo Mariano, responsável pela direção musical do álbum original, criticou duramente a nova versão.
Segundo ele, o trabalho de criação artística teria sido descaracterizado e alterado em sua concepção original. “Jogado no lixo”, conforme declarou.
A fala repercutiu entre fãs e especialistas, muitos dos quais demonstraram concordância com a crítica. Pedro Mariano, filho de Elis Regina e Cesar, apresentou uma visão oposta.
Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o processo foi conduzido com respeito, critério técnico e cuidado com o legado.
“Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa”, declarou.
Pedro também destacou que qualquer projeto envolvendo a obra de Elis passa necessariamente pela aprovação dos herdeiros. Segundo ele, decisões sobre o uso do material artístico contam com avaliação jurídica, autorização familiar e participação das gravadoras detentoras dos fonogramas.
Além dele, estão envolvidos diretamente:
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João Marcello Bôscoli
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Maria Rita
A nova versão do álbum foi desenvolvida pelo engenheiro de som Ricardo Camera, sob supervisão de João Marcello.
De acordo com Pedro Mariano, o objetivo do remix de ‘Elis’ não é substituir o original, mas oferecer uma nova experiência sonora, atualizando a obra com tecnologias atuais, e ampliar o alcance para novas audiências.
As duas versões (original e remixada) permanecem disponíveis nas plataformas.
O caso reacende uma discussão recorrente no mercado musical: até que ponto obras clássicas podem ser modificadas.
Entre os principais pontos levantados estão:
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Preservação da intenção original do artista
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Atualização tecnológica de obras antigas
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Limites da intervenção pós-lançamento
Pedro Mariano citou que processos semelhantes já foram realizados anteriormente com o catálogo de Elis Regina.
Um dos exemplos é o álbum ‘Elis & Tom’, que também passou por nova abordagem de mixagem.
A reação nas redes sociais foi dividida.
Enquanto parte do público critica a alteração de um clássico, outra parcela defende novas leituras e valoriza a atualização sonora.
Segundo os responsáveis, a proposta não elimina o registro original, que segue disponível para audição.
A remixagem surge como uma alternativa interpretativa, dentro de um cenário em que tecnologia e memória cultural passam a coexistir.


