A propaganda do Irã ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (25), com a divulgação de um vídeo pela mídia estatal que associa os Estados Unidos a episódios históricos de violência e culmina em um ataque simbólico à Estátua da Liberdade.
Intitulada “Uma Vingança para Todos”, a produção utiliza recursos de inteligência artificial para construir uma narrativa crítica à atuação norte-americana em diferentes conflitos ao longo da história.
A peça reúne uma sequência de imagens e referências a eventos históricos e geopolíticos, apresentando os EUA como responsáveis por uma série de episódios violentos.
Entre os momentos retratados estão:
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A expulsão de povos nativos nos Estados Unidos
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O uso de bomba atômica em Hiroshima
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A Guerra do Vietnã
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Conflitos no Oriente Médio, como no Iraque, Afeganistão e Iêmen
O vídeo também faz menção a casos contemporâneos e controversos, ampliando o escopo da crítica.
Nos segundos finais, a narrativa culmina em uma simulação de ataque ao território norte-americano. Um míssil é lançado em direção à Estátua da Liberdade, que aparece com a cabeça substituída por uma figura demoníaca associada a Baal.
A cena é apresentada como um gesto simbólico, reforçando a mensagem de oposição política e ideológica aos Estados Unidos.
A divulgação do material ocorre em meio à intensificação da disputa entre Irã e EUA, que não se limita ao campo militar. O uso de vídeos, memes e conteúdos digitais tem se consolidado como parte da estratégia de comunicação dos países envolvidos.
Especialistas apontam que esse tipo de produção busca:
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Influenciar a opinião pública
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Reforçar posicionamentos ideológicos
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Construir legitimidade interna e externa
O vídeo foi publicado no mesmo dia em que o Irã rejeitou uma proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos, classificando o plano como “desconectado da realidade”.
O governo iraniano também afirmou que não aceitará imposições externas e que o fim do conflito dependerá de suas próprias condições.
Entre as exigências apresentadas por Teerã para um eventual acordo estão:
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Interrupção total das ações militares
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Garantias de que o conflito não será retomado
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Pagamento de reparações
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Reconhecimento de sua soberania estratégica
A produção reforça o atual estágio da relação entre os países, marcado não apenas por disputas diplomáticas e militares, mas também por uma crescente guerra de narrativas.
Nesse cenário, conteúdos audiovisuais passam a funcionar como ferramentas de pressão política e construção simbólica do conflito.


