O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao comentar o impasse com o Irã diante do prazo final para um acordo entre os dois países.
A declaração foi publicada na rede Truth Social e ocorre em meio à escalada de tensão envolvendo a possível reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
O governo americano estabeleceu um prazo limite para que Teerã aceite os termos propostos por Washington. Caso contrário, segundo Trump, o país poderia sofrer ataques em larga escala contra sua infraestrutura.
O horário definido para o fim do prazo foi 20h no horário local dos Estados Unidos (21h em Brasília). A ameaça inclui a possibilidade de atingir instalações críticas, como:
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usinas de energia
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pontes
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estruturas ligadas ao abastecimento
Em declarações anteriores, Trump chegou a mencionar a possibilidade de “demolição completa” dessas estruturas.
Essa não é a primeira vez que o presidente americano estabelece prazos semelhantes. Nas últimas semanas, ultimatos foram anunciados e posteriormente adiados, sem resolução definitiva.
Apesar da retórica agressiva, o próprio governo americano indicou que negociações indiretas continuam em andamento, com mediação de países como Paquistão, Egito e Turquia.
Uma proposta recente de cessar-fogo de 45 dias chegou a ser discutida, mas foi rejeitada por ambas as partes.
Autoridades iranianas reagiram às declarações classificando as ameaças como infundadas. Um porta-voz militar afirmou que qualquer novo ataque será respondido de forma mais ampla e intensa.
O governo de Teerã também criticou a condução das negociações e afirmou que não aceitará termos que favoreçam unilateralmente os Estados Unidos.
Especialistas em direito internacional apontam que ataques deliberados contra infraestrutura civil podem configurar violação das Convenções de Genebra.
Estruturas como sistemas de energia e abastecimento de água são consideradas essenciais para a população e, em regra, não devem ser alvo militar.
A escalada também preocupa aliados regionais dos EUA, que temem retaliações em caso de ataque ao território iraniano.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global. Uma eventual interrupção na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a estabilidade econômica internacional.
O impasse ocorre em meio a um conflito mais amplo na região e reforça o clima de incerteza geopolítica.
Até o momento, não há confirmação de acordo entre as partes.


