O australiano Gout Gout, de apenas 18 anos, entrou para a história do atletismo ao registrar o tempo de 19s67 nos 200 metros rasos, durante o Campeonato Nacional da Austrália, disputado em Sydney. A marca é agora a melhor já registrada por um atleta dessa idade na prova.
Com o resultado, o jovem superou o recorde que pertencia ao jamaicano Usain Bolt, que havia corrido a distância em 19s93 em 2004, quando também tinha 18 anos.
A prova marcou um momento raro: dois atletas sub-20 quebraram a antiga marca de Bolt na mesma corrida. Além de Gout, o também australiano Aidan Murphy ficou com a segunda colocação ao marcar 19s88.
O desempenho reforça a força da nova geração do atletismo australiano, especialmente nas provas de velocidade, tradicionalmente dominadas por atletas de outras regiões.
Após a vitória, Gout destacou o nível da competição e o impacto do resultado.
“Temos atletas incríveis aqui. Competir nesse nível nos faz ir além dos limites”, afirmou.
Ascensão meteórica de Gout Gout
O feito não é isolado. Em 2024, Gout já havia chamado atenção ao quebrar outro recorde de Bolt, desta vez na categoria de 16 anos, ao correr os 200m em 20s04, superando a marca anterior de 20s13 do jamaicano.
Filho de imigrantes do Sudão do Sul, nascido em Queensland, o atleta desponta como uma das principais promessas do esporte mundial e já começa a ser comparado a nomes históricos do atletismo.
Bater um recorde de Bolt, especialmente em categorias de base, não é um feito trivial. O jamaicano é considerado o maior velocista da história, com oito medalhas de ouro olímpicas e recordes mundiais que ainda permanecem intactos.
No caso dos 200m, Bolt detém até hoje o recorde mundial absoluto da prova, com 19s19, estabelecido em 2009.
Por isso, embora a marca de Gout esteja restrita à comparação por idade, o desempenho chama atenção pela precocidade e coloca o australiano no radar das próximas grandes competições internacionais.
Com apenas 18 anos, Gout Gout ainda está em fase de desenvolvimento físico e técnico. Especialistas apontam que o principal desafio será manter a evolução sem sobrecarga, especialmente em um esporte marcado por lesões e alto desgaste.
Se mantiver o ritmo atual, o australiano pode chegar aos próximos ciclos olímpicos como um dos principais nomes da velocidade mundial.


