A cantora e pastora Baby do Brasil, de 72 anos, provocou forte polêmica após declarações feitas durante um culto em São Paulo. Ela afirmou que vítimas de abuso sexual deveriam perdoar seus agressores, mesmo em casos dentro da própria família.
A fala repercutiu amplamente nas redes sociais, com críticas de internautas e especialistas, que apontaram o risco de minimizar a gravidade dos abusos e de silenciar vítimas.
Muitos destacaram a responsabilidade de líderes religiosos ao abordar questões delicadas como violência sexual.
Diante da repercussão, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), pedindo investigação. Segundo a parlamentar, o discurso pode incentivar a impunidade e desestimular denúncias.
O proprietário da casa noturna D-Edge, onde ocorreu o culto, afirmou que Baby foi convidada a falar sem consentimento prévio e que suas falas não refletem os valores do espaço. Ele destacou que a proposta do evento era promover respeito e amor, e não gerar polêmicas.
A trajetória de Baby do Brasil é marcada por momentos de destaque artístico e também por declarações controversas. Nos anos 1970, ela se consagrou como integrante dos Novos Baianos.
Já nos anos 1990, converteu-se ao evangelho e passou a atuar como cantora gospel e pastora. Em 2024, no Carnaval, interrompeu um show de Ivete Sangalo para falar sobre o apocalipse, o que também gerou repercussão.
Até o momento, a equipe de Baby não se manifestou oficialmente sobre a polêmica.
O caso segue alimentando debates sobre o papel de figuras públicas na sociedade e os impactos sociais e emocionais de discursos religiosos em torno de temas como abuso, perdão e justiça.


