A IBM anunciou o encerramento do seu laboratório de pesquisa no Brasil, único da empresa em toda a América Latina. A medida afeta cerca de 100 funcionários nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e marca o fim de um dos principais centros de desenvolvimento tecnológico do país.
A unidade era referência nas áreas de inteligência artificial, ciência de dados, computação quântica, segurança digital e outras frentes avançadas da empresa. O espaço também atuava em projetos de inovação com universidades, startups e órgãos públicos.
Fechamento faz parte de realinhamento global
Segundo fontes internas, a decisão está ligada a um reposicionamento estratégico mundial da IBM, que deve concentrar investimentos em laboratórios nos Estados Unidos, Europa e Ásia, onde estão seus principais polos de pesquisa.
Por anos, o laboratório brasileiro funcionou como ponte entre mercados emergentes e aplicações de alta complexidade, desenvolvendo soluções para setores como saúde, energia, finanças e governo.
Impacto sobre profissionais e sobre o ecossistema brasileiro
O encerramento preocupa especialistas, já que o laboratório:
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reunia pesquisadores de ponta,
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formava talentos em áreas de alta demanda,
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aproximava universidade e indústria,
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criava soluções específicas para o mercado brasileiro,
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contribuía para a agenda de inovação do país.
Com isso, cresce a discussão sobre o espaço do Brasil em cadeias globais de pesquisa e desenvolvimento.
Qual o futuro dos projetos em andamento?
Ainda não há confirmação sobre o destino dos projetos ativos. Parte das iniciativas poderá ser absorvida por outros centros de pesquisa globais da IBM, enquanto outras devem ser descontinuadas.
Funcionários afetados foram comunicados e devem entrar em processo de transição ou desligamento nas próximas semanas.
Encerramento simboliza alerta para o setor tecnológico no Brasil
A saída da IBM evidencia o desafio de manter grandes centros de pesquisa no país, especialmente em áreas estratégicas como IA e computação quântica, consideradas pilares da tecnologia mundial.
O fechamento também reacende debates sobre:
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falta de incentivos à inovação,
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fuga de talentos,
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dificuldades de integração entre empresas e universidades,
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redução de investimentos estrangeiros no setor.


