A Starship, nave desenvolvida pela SpaceX para missões espaciais de grande porte, explodiu durante seu oitavo voo de teste na última quinta-feira (6/3), liberando detritos sobre o mar do Caribe.
O lançamento, realizado a partir da base de Boca Chica, no Texas, transcorria normalmente até que uma falha nos motores causou a perda de controle da nave e a subsequente explosão em pleno espaço.
De acordo com informações preliminares, a SpaceX tentou ativar o protocolo de autodestruição, projetado para impedir que naves fora de controle causem danos em solo.
No entanto, a detonação ocorreu antes do acionamento do sistema, espalhando fragmentos por uma ampla região do Caribe.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária de todos os voos da Starship até a conclusão de uma investigação detalhada.
Além disso, quatro aeroportos da Flórida (incluindo Miami e Orlando) precisaram interromper operações por cerca de uma hora devido ao risco de queda de destroços.
O tráfego aéreo apresentou atrasos médios de 45 minutos, afetando centenas de passageiros.
Este foi o segundo acidente com a Starship em 2025. Em 18 de janeiro, uma falha estrutural levou à explosão de outra nave poucos minutos após a decolagem.
Apesar das perdas, a SpaceX afirmou em nota que os testes fazem parte do processo de desenvolvimento da nave e que cada incidente fornece dados valiosos para aprimorar a tecnologia.
A Starship é considerada essencial para os planos da empresa de colonizar Marte e transportar cargas e astronautas em missões lunares.
No entanto, os recentes acidentes levantam questionamentos sobre a viabilidade técnica e os protocolos de segurança da nave, especialmente diante do ritmo acelerado de lançamentos experimentais conduzidos pela SpaceX.
Autoridades de aviação, cientistas e especialistas em segurança espacial seguem monitorando os desdobramentos do caso.
A FAA declarou que só permitirá novos voos após uma avaliação completa das causas da falha e a implementação de medidas corretivas obrigatórias.
O episódio reacende o debate sobre os limites e os riscos da exploração espacial comercial, um setor em rápida expansão, mas ainda em busca de padrões globais de segurança e regulação.


