A OpenAI anunciou uma mudança significativa nas diretrizes de uso do ChatGPT, permitindo agora a geração de conteúdos sensíveis e classificados como +18, incluindo temas ligados a erotismo, violência extrema e representações explícitas – desde que inseridos em contextos específicos e protegidos, como o científico, histórico, jornalístico ou criativo.
A empresa afirma que a atualização busca equilibrar liberdade de criação e responsabilidade ética, ampliando o potencial da ferramenta para pesquisadores, escritores, roteiristas, jornalistas e educadores que necessitam tratar de temas antes bloqueados pela moderação.
Segundo as novas regras, conteúdos sexualmente explícitos podem ser gerados quando houver justificativa contextual clara, como em narrativas ficcionais, estudos sobre comportamento humano ou análises históricas. O único veto absoluto permanece para qualquer menção de natureza sexual envolvendo menores de idade, que continua proibido em qualquer circunstância.
Em contrapartida, o ChatGPT poderá discutir tópicos sensíveis ligados à sexualidade e educação sexual de forma não gráfica e informativa, reforçando sua utilidade em ambientes pedagógicos.
As diretrizes também reafirmam a proibição de deepfakes sexuais, pornografia de vingança e outros usos abusivos da inteligência artificial, considerados violações graves da política de segurança da plataforma.
De acordo com a OpenAI, o objetivo é “permitir uma exploração criativa e responsável de temas complexos”, sem abrir brechas para uso indevido, assédio ou exposição não consentida. A empresa diz continuar aprimorando seus sistemas de moderação e rastreamento, que identificam padrões de uso potencialmente perigosos ou ilegais.
As novas diretrizes já estão em vigor e podem ser consultadas nos canais oficiais da OpenAI, onde há explicações detalhadas sobre quais contextos se enquadram como protegidos e quais permanecem restritos.
A medida representa um avanço na maturidade das políticas de IA generativa, abrindo espaço para abordagens mais realistas e complexas sem deixar de lado os pilares de ética, transparência e segurança que sustentam o uso responsável da tecnologia.


