O Fantástico deste domingo (19) exibiu, com exclusividade, as imagens dos minutos que antecederam a prisão do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, alvo da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro.
A operação foi deflagrada na manhã da terça-feira (14), em Igaratá (SP), e buscava desarticular um esquema ligado ao tráfico internacional de drogas.
Nas gravações, Buzeira aparece surpreso ao notar a presença dos agentes, enquanto sua esposa, grávida, tenta entender o que acontece.
O influenciador chega a carregar uma espingarda, pega o celular, e é acompanhado pela filha do casal, de apenas 4 anos.
Veja:
Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidas armas de diversos calibres, carros e motos de luxo, eletrônicos e duas pedras identificadas como esmeraldas, avaliadas inicialmente em R$ 1,7 bilhão, embora a perícia ainda analise o valor real. Entre os veículos, há modelos avaliados em até R$ 5 milhões.
Nascido na Zona Leste de São Paulo, Buzeira ficou milionário antes dos 30 anos, após criar rifas online durante a pandemia. O sucesso o transformou em um dos maiores nomes do entretenimento digital, com mais de 15 milhões de seguidores.
Nos vídeos, ostentava viagens internacionais, festas luxuosas e ações de solidariedade. Em uma das publicações, aparece em uma piscina em Dubai, escrevendo: “Um dia você vai chegar onde sonhou! Tenha fé.”
Mas, segundo a PF, a viagem a Dubai teve outro propósito: abrir empresas para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio. Buzeira teria atuado em parceria com o contador Rodrigo Morgado, também preso.
Esquema milionário e mensagens reveladas
Mensagens interceptadas pela PF mostram conversas entre os dois sobre criptomoedas, transferências internacionais e notas fiscais de até R$ 50 milhões emitidas para empresas no Caribe.
A polícia aponta um esquema de lavagem sofisticado, com uso de laranjas, empresas de fachada e apostas online.
“Nós conseguimos identificar um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro tendo ele como ponto central”, disse o delegado Marcelo Maceiras, da PF-SP.
As defesas de Buzeira e Morgado negam qualquer envolvimento em atividades ilícitas.


