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Turistas quase morrem afogados após erro do ChatGPT; Entenda!

Dois homens precisaram ser resgatados em South Wales após seguirem uma orientação incorreta da IA sobre maré baixa

Um simples erro de horário quase teve consequências graves na costa de South Wales, no Reino Unido. Dois nadadores foram resgatados após consultarem o ChatGPT para descobrir o momento ideal da maré baixa antes de tentar atravessar para a pequena e rochosa Sully Island.

De acordo com informações do ‘CanalTech’, o chatbot forneceu um horário incorreto, e a maré subiu rapidamente, deixando os dois em perigo.

A região é conhecida por ter a segunda maior variação de marés do mundo, com oscilações que chegam a 15 metros e águas que podem avançar a até 13 km/h.

Alerta de comerciante evitou o pior

O dono de um restaurante local, Gordon Hadfield, percebeu a situação e usou um megafone para alertar os banhistas. Sua ação rápida foi essencial para evitar o afogamento.

Sem o aviso do comerciante, os nadadores provavelmente teriam ficado presos pela maré, um erro comum entre turistas que desconhecem a força do mar local.

“Aprendi uma lição”: o risco de confiar cegamente na IA

O incidente reacendeu o debate sobre os riscos de depender de ferramentas de inteligência artificial para decisões que envolvem segurança.

Um dos nadadores relatou que o ChatGPT informou que a maré baixa seria às 9h30. Quando tentaram retornar, a água já havia subido completamente.

“Aprendi uma lição, não confiar cegamente na IA”, declarou o banhista ao ‘WalesOnline’.

Nas redes sociais, o caso gerou reações entre ironia e preocupação. Um usuário do Bluesky comentou:

“Eu não confiaria no ChatGPT nem para explicar como encher uma banheira!”.

Outro questionou: “Por que usar IA para isso, se os horários das marés estão disponíveis até em jornais impressos?”.

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Foto: Bruno/Pixabay

Um lembrete sobre o uso responsável da tecnologia

Embora o episódio em South Wales tenha terminado sem feridos, ele serve como um lembrete importante: nem toda resposta da IA é confiável, especialmente em situações que envolvem riscos físicos ou segurança.

Antes de seguir qualquer orientação sobre rotas, clima, marés ou condições de viagem, especialistas recomendam sempre consultar fontes oficiais.

Como reconheceu o próprio nadador: “Foi uma lição aprendida, e por pouco não custou caro”.

Casos semelhantes já ocorreram, como o de influenciadores impedidos de embarcar para o Caribe após confiarem em informações incorretas do ChatGPT sobre autorizações de entrada no país.

Maysa Vilela

Jornalista, curiosa por natureza e movida por conexões fortes, viagens e boas histórias. Acredita que ouvir é o primeiro passo para escrever com propósito. No Ocorre News, segue conectando pessoas através das palavras.

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