Uma confraternização entre dois amigos de farda terminou em tragédia na madrugada de domingo (19), em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O sargento Eduardo Filipe Santiago Ferreira, de 39 anos, foi morto com pelo menos oito tiros pelo também policial William Amaral da Conceição, ambos da Polícia Militar do Rio.
O crime aconteceu pouco depois da meia-noite, na Avenida Jambeiro, enquanto chovia forte.
Horas antes do assassinato, Santiago havia publicado nas redes sociais um vídeo em que aparecia rindo ao lado de Amaral, dentro de um bar. Os dois eram compadres de batismo dos filhos e estavam de folga.
Imagens de câmeras de segurança mostram o início da discussão. No vídeo, Santiago sai do carro gritando: “Amaral! Amaral! Tá maluco? Sou eu, Santiago, mano!”
O colega, armado, responde exaltado: “Vai tomar no c*! Eu vou te matar!”
A sequência registrada pelas câmeras mostra Amaral tropeçando, mas sem largar a arma. Mesmo após cair no chão, ele se levanta e segue em direção ao amigo. Santiago tenta se proteger atrás da porta do carro e pede calma, mas é atingido no peito.
Testemunhas afirmam que os disparos foram feitos a curta distância. Após o último tiro, Santiago cai no chão, ainda ao lado do veículo. Amaral permanece no local, visivelmente atordoado, até a chegada de uma equipe do batalhão onde a vítima trabalhava.
O sargento Amaral foi preso em flagrante e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, com ferimentos leves. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Central da PM, no Estácio, de onde recebeu alta sob custódia.
Na delegacia, Amaral afirmou não se lembrar dos disparos e chegou a dizer que acreditava ter sido vítima de uma tentativa de assalto, hipótese descartada pela Polícia Civil, que não encontrou indícios de terceiros no local.
“Eles eram amigos de verdade. Ninguém entende o que aconteceu”, disse Mariana Monteiro, ex-mulher de Santiago.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).


