Um lance polêmico marcou o fim da prorrogação entre Houston Rockets e Oklahoma City Thunder na noite de domingo (19). Com o placar empatado e poucos segundos no cronômetro, Kevin Durant, astro do Thunder, fez sinal e chegou a pedir verbalmente um tempo técnico, mesmo sem a equipe ter mais pedidos disponíveis.
Pelas regras da NBA, essa ação deveria resultar em falta técnica automática, o que daria ao Houston um lance livre e a posse de bola.
Mas nada foi marcado. A jogada seguiu normalmente até o estouro do tempo, e o erro dos árbitros logo viralizou nas redes sociais.
Vídeos de diferentes ângulos mostram Durant claramente fazendo o gesto de “T” com as mãos e chamando o timeout enquanto gritava em direção à arbitragem.
Ainda assim, o trio de oficiais (Zach Zarba, Nick Buchert e Aaron Smith) deixou o jogo seguir, levando a partida para o segundo tempo extra.
Após a partida, o chefe de arbitragem Zach Zarba explicou o motivo em entrevista oficial da NBA:
“Nenhum dos três árbitros viu o pedido de tempo de Kevin. Por isso, o tempo não foi concedido antes do término da jogada”, disse o juiz em relatório.
O companheiro de equipe Shai Gilgeous-Alexander confirmou que Kevin Durant pediu o tempo mais de uma vez:
“Ele definitivamente chamou o timeout umas três vezes, tanto com gestos quanto em voz alta. Mas os árbitros não perceberam. Fazer o quê? Acontece”, comentou o armador, minimizando a falha.
Nas redes sociais, torcedores lembraram o famoso caso de Chris Webber, na final universitária de 1993, quando o ex-jogador pediu um tempo inexistente e foi punido com falta técnica, lance que decidiu o jogo.
Apesar da confusão, a NBA não deve revisar o resultado, já que o erro de não marcação é considerado subjetivo e não passível de correção após o jogo.
O Thunder venceu o confronto no segundo tempo extra, mas o episódio reacendeu discussões sobre a necessidade de replay automático em situações críticas de arbitragem.


