Mais de 30 plataformas de streaming pirata, entre elas My Family Cinema, Eppi Cinema e Duna TV, foram desativadas neste fim de semana em uma megaoperação internacional conduzida na Argentina.
A ação, realizada por autoridades argentinas com o apoio da Aliança Contra a Pirataria Audiovisual da América Latina (Alianza), derrubou serviços que atuavam como verdadeiras “Netflix piratas”, oferecendo acesso a catálogos extensos de filmes e séries sem o pagamento às plataformas oficiais.
De acordo com a Anatel, que confirmou a queda dos serviços ao portal g1, o Brasil não participou diretamente da operação, embora monitore os impactos locais.
Os sites e aplicativos ilegais ofereciam planos entre US$ 3 e US$ 5 por mês (algo entre R$ 16 e R$ 26 na cotação atual) para acesso ilimitado a produções de serviços como Netflix, HBO Max, Disney+ e Prime Video.
Em alguns casos, também eram disponibilizados canais pagos de televisão via IPTV pirata.
A título de comparação, a assinatura mais barata da Netflix sem anúncios custa R$ 44,90, e o pacote completo de plataformas oficiais facilmente ultrapassa os R$ 100 mensais.
Segundo o jornal argentino La Nación, as investigações apontam que as plataformas piratas movimentaram cerca de US$ 168 milhões entre março e agosto de 2025, com mais de 8 milhões de usuários pagos em todo o mundo.
Os serviços foram retirados do ar após a apreensão de servidores, domínios e estruturas digitais de operação.
Brasileiros reagem após queda do My Family Cinema
Logo após a queda dos sites, usuários brasileiros recorreram às redes sociais para relatar a interrupção dos serviços.
“Eu tô inconsolável. O que vou fazer sem o My Family Cinema?”, publicou um internauta no X (antigo Twitter).
Outros lamentaram ter renovado as assinaturas pouco antes da operação. “A gente renovou o pacote há quatro meses”, escreveu outro usuário.
A Alianza celebrou o resultado da operação e reforçou que o combate à pirataria é essencial para proteger empregos e a indústria audiovisual da região.


