Autoridades de saúde do Condado de Coconino, no Arizona (EUA), confirmaram a primeira morte por peste pneumônica (antigamente conhecida como “peste negra”) na região desde 2007.
O caso, divulgado na última sexta-feira (11), envolveu um morador cuja infecção foi causada pela bactéria Yersinia pestis, a mesma responsável pela peste bubônica, que matou milhões no século XIV. Não foi informado quando o óbito ocorreu.
De acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Condado (CCHHS), a peste pneumônica é uma infecção pulmonar grave e a forma mais perigosa da doença, embora seja a menos comum.
O contágio pode ocorrer de pessoa para pessoa, por meio de espirros e tosse, contato com animais infectados ou quando a bactéria migra de outra parte do corpo para os pulmões.
O período de incubação pode ser de apenas um dia após a inalação do agente. Entre os sintomas, estão febre, dor de cabeça, dor no peito, falta de ar, tosse, fraqueza e, em alguns casos, muco com sangue ou aquoso.
O tratamento é feito com antibióticos, mas precisa ser iniciado rapidamente para reduzir o risco de morte.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os EUA registram cerca de sete casos de peste humana por ano, com risco geral baixo. A transmissão entre pessoas não é registrada no país desde 1924.
A maioria dos casos ocorre em áreas rurais do Oeste, especialmente nos estados do Arizona, Novo México, Oregon, Colorado, Califórnia e Nevada, associada a roedores, pulgas e contato com cães e gatos infectados.
Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta maior incidência na África, especialmente em Madagascar e na República Democrática do Congo, além do Peru, onde a doença é endêmica.
Medidas preventivas incluem uso de repelentes, produtos antipulgas em animais domésticos, uso de luvas ao manusear animais suspeitos e evitar acampamentos próximos a tocas de roedores.
A peste já provocou três pandemias ao longo da história (no século VI, na Idade Média e entre 1855 e meados do século XX), mas avanços como saneamento e antibióticos reduziram drasticamente o risco de novos surtos globais. Existe vacina, mas seu uso é restrito a grupos de alto risco.


