A vaquinha virtual criada para ajudar Agam Rinjani, guia voluntário que atuou no resgate do corpo da brasileira Juliana Marins no Monte Rinjani, na Indonésia, foi cancelada no último domingo (29) após arrecadar R$ 522.305,53.
A decisão veio após a repercussão negativa sobre a taxa administrativa de 20% cobrada pela plataforma Voaa, o que representaria mais de R$ 104 mil retidos. Nas redes sociais, doadores e internautas criticaram duramente o percentual, apontando falta de transparência e solicitando esclarecimentos.
Em comunicado conjunto com o site Razões para Acreditar, organizador da campanha, a Voaa afirmou que a suspensão foi motivada por uma onda de “ataques, ameaças, informações falsas e mensagens de ódio”.
O reembolso integral será feito automaticamente entre 30 de junho e 1º de julho, sem que os doadores precisem realizar qualquer solicitação.
A polêmica gerou indignação entre doadores, que se sentiram enganados e chegaram a criar abaixo-assinados para exigir mais clareza sobre os valores.
Muitos alegaram que, apesar da importância de cobrir custos administrativos, o percentual de 20% não havia sido explicitado de forma clara antes das contribuições.
Guia removeu corpo de brasileira do Monte Rinjani
A brasileira Juliana Marins morreu após sofrer um acidente durante uma escalada no Monte Rinjani, na ilha de Lombok. Agam Rinjani, morador local, participou voluntariamente da operação que localizou e removeu o corpo da vítima em condições adversas.
A campanha de arrecadação tinha como objetivo oferecer um apoio financeiro ao guia, em reconhecimento por seu trabalho e pelos custos pessoais durante o resgate.
Com o cancelamento, os organizadores afirmam que não há previsão de nova iniciativa para arrecadar fundos neste formato.


