Um forte temporal atingiu o Rio Grande do Sul desde a noite de terça-feira (17), provocando estragos em pelo menos 90 municípios e levando o estado a entrar em alerta vermelho.
Segundo a Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes de chuva chegaram a 100 milímetros em apenas 24 horas, aumentando rapidamente o nível dos rios e provocando inundações.
Entre os cursos d’água mais afetados estão os rios Taquari, Jacuí, Caí, Ibirapuitã e Ibicuí, que já ultrapassaram suas linhas de cheia.
Em Lajeado, o rio Taquari alcançou 22,65 metros, quase 10 metros acima do normal, embora o nível venha apresentando leve redução após o pico.
Os impactos já são graves. O município de Jaguari decretou estado de calamidade pública, enquanto outros cinco municípios registraram situação de emergência.
De acordo com a Defesa Civil, cerca de 3 mil pessoas estão desalojadas ou removidas de suas casas, com mais de mil em abrigos improvisados.
Até o momento, foram confirmadas três mortes (em Candelária e Nova Petrópolis), além de uma pessoa desaparecida. Equipes de resgate continuam atuando em áreas alagadas e regiões de risco, mas enfrentam dificuldade de acesso em localidades isoladas.
A Defesa Civil estadual reforça que os próximos dias ainda serão de atenção máxima. O órgão prevê novos episódios de chuva intensa até sexta-feira (20), o que aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra em regiões já fragilizadas.
O governador Eduardo Leite acompanhou as ações de monitoramento e afirmou que o estado está em coordenação com os municípios para agilizar o envio de recursos emergenciais.
“Estamos mobilizando todos os esforços para salvar vidas, proteger famílias e minimizar os impactos dessa tragédia”, disse em nota oficial.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram ruas tomadas pela água, casas submersas, estradas interditadas e moradores sendo resgatados em barcos e tratores. Escolas, ginásios e igrejas foram adaptados para receber desabrigados.
O Inmet alerta que os volumes de chuva podem seguir elevados principalmente nas regiões Norte, Serra e Centro do estado, reforçando a recomendação de que a população siga as orientações da Defesa Civil, evite áreas alagadas e busque locais seguros em caso de risco.
O Rio Grande do Sul já enfrentou enchentes históricas em 2024, e o novo episódio reacende a preocupação com a vulnerabilidade da infraestrutura urbana e rural diante das mudanças climáticas.


