Um túnel clandestino ligando o México aos Estados Unidos foi descoberto por autoridades dos dois países, em uma operação conjunta realizada no último domingo (31). A estrutura subterrânea conectava a cidade de Tijuana a San Diego, cruzando a fronteira por baixo da terra.
Segundo a Procuradoria-Geral do México, o túnel tinha infraestrutura sofisticada, incluindo sistema de trilhos e iluminação própria, o que indica planejamento avançado e uso contínuo.
O ponto de entrada da passagem estava em Tijuana, enquanto a saída foi localizada em Otay Mesa, bairro no extremo sul de San Diego, região próxima à linha fronteiriça.
Imagens divulgadas pelas autoridades mostram agentes percorrendo o interior do túnel, que possui altura suficiente para circulação e transporte de cargas.
A descoberta ocorreu após uma investigação conduzida por órgãos mexicanos, com apoio de forças de segurança dos Estados Unidos.
De acordo com as autoridades, há fortes indícios de que o túnel era utilizado para o transporte ilegal de drogas entre os dois países, prática comum entre organizações criminosas que atuam na região.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou que também abriu uma investigação para apurar o caso.
Esse tipo de estrutura é frequentemente associado a cartéis que operam na fronteira, aproveitando rotas subterrâneas para evitar fiscalização em pontos oficiais de controle.
A utilização de túneis clandestinos não é novidade na região. Segundo especialistas, essas passagens vêm sendo usadas desde a década de 1990 como alternativa para o tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
Ao longo dos anos, as estruturas evoluíram em complexidade, passando de escavações rudimentares para sistemas com ventilação, iluminação e até trilhos para transporte.
A descoberta ocorre em meio a um cenário de pressão crescente sobre organizações criminosas, com operações intensificadas tanto pelo governo mexicano quanto pelos Estados Unidos.
Nos últimos anos, autoridades dos EUA chegaram a classificar cartéis mexicanos como ameaça à segurança nacional, enquanto o México ampliou ações contra grupos envolvidos no tráfico internacional.
A nova descoberta reforça um ponto já conhecido pelas autoridades: mesmo com reforço na vigilância da superfície, o crime organizado segue investindo em rotas alternativas, inclusive subterrâneas.


