A cinebiografia “Michael”, que retrata a trajetória de Michael Jackson, chega aos cinemas cercada por um contraste que chama atenção: recepção negativa da crítica e expectativa de bilheteria elevada.
Dirigido por Antoine Fuqua, o longa acompanha a vida do artista desde os tempos do Jackson 5 até o início de sua carreira solo.
Com estreia prevista para 23 de abril de 2026, o projeto já acumula avaliações baixas em agregadores internacionais. No Rotten Tomatoes, o filme abriu com cerca de 27% de aprovação, enquanto no Metacritic a média gira em torno de 38 pontos, indicando uma recepção majoritariamente desfavorável.
Entre os principais pontos levantados por críticos está a forma como a produção aborda a trajetória do artista. De maneira geral, as análises indicam que o longa prioriza uma visão celebratória, deixando de lado aspectos mais complexos da vida de Michael Jackson.
Publicações internacionais destacam que o filme funciona mais como uma homenagem do que como uma investigação aprofundada da carreira e da figura pública do cantor.
Há também críticas à falta de densidade narrativa e à escolha de evitar temas considerados controversos. Apesar disso, alguns comentários reconhecem o impacto das sequências musicais e da reconstrução de performances icônicas.
Inicialmente concebido como um único filme, o projeto acabou sendo dividido em duas partes após o material final ultrapassar 3 horas e 30 minutos. A continuação já está confirmada e teria sido filmada simultaneamente.
A produção conta com o envolvimento direto de representantes do espólio do artista, o que influenciou o tom adotado na narrativa. O roteiro é assinado por John Logan (Gladiador e O Aviador), enquanto a produção executiva fica a cargo de Graham King, responsável pelo sucesso de Bohemian Rhapsody.
Um dos pontos de destaque do filme é a escolha de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, para interpretar o protagonista. A escalação foi vista como uma tentativa de aproximar a performance da imagem original do artista através da semelhança física e vocal. O elenco ainda inclui nomes de peso:
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Colman Domingo
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Nia Long
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Miles Teller
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Laura Harrier
Mesmo diante das críticas negativas, o desempenho comercial do filme pode seguir outro caminho. Projeções indicam que o longa pode arrecadar cerca de US$ 150 milhões globalmente no primeiro fim de semana.
Nos Estados Unidos, a estimativa varia entre US$ 65 milhões e US$ 70 milhões, números que colocariam o filme entre as maiores estreias do gênero musical. Caso os números se confirmem, “Michael” pode superar produções como Bohemian Rhapsody e estabelecer um novo patamar para cinebiografias musicais.
A aposta comercial está diretamente ligada ao alcance global da figura de Michael Jackson. O filme revisita momentos marcantes da carreira, incluindo sucessos como Thriller, Beat It e Billie Jean.
A trilha sonora oficial será lançada junto com o longa, reforçando a estratégia de ampliar o impacto do projeto entre fãs e novos públicos. O desempenho nas próximas semanas deve indicar se o filme conseguirá sustentar o interesse do público, independentemente da recepção crítica.


