A rapper Ebony se tornou a primeira artista brasileira a se apresentar no projeto From The Block, uma das vitrines mais influentes do hip hop global. A gravação foi realizada no Brooklyn, em Nova York, e marca um novo momento de internacionalização na carreira da artista.
Criado em 2021 pelo produtor Zae Williams, o projeto ganhou relevância por apresentar performances de rua com estética minimalista e foco na entrega artística. Ao longo dos últimos anos, o canal reuniu nomes como Cardi B, Offset, Chris Brown e Lil Yachty.
Para a estreia, Ebony apresentou a faixa “Dona de Casa”, single que antecipa a nova fase de sua carreira e amplia a narrativa construída em KM2 (2025), seu álbum de estreia.
O projeto consolidou a artista como uma das vozes emergentes do rap nacional ao abordar temas como:
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autoestima
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autonomia
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origem periférica
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construção de identidade
No formato do From The Block, que elimina excessos visuais e aposta na presença em cena, esses elementos ganham ainda mais evidência.
A participação no projeto coincide com o anúncio da turnê KM2 De Luxo, que expande o universo do álbum e reforça a estratégia de crescimento da artista para além do Brasil.
Segundo Ebony, a apresentação também carrega um significado simbólico dentro do cenário:
“Tenho muito orgulho de representar o rap e a feminilidade do rap brasileiro em uma plataforma internacional como o From The Block.”
A artista também destacou o impacto da visibilidade internacional:
“O que eu puder fazer para estar curando a percepção sobre as mulheres negras e a nossa capacidade intelectual e de negócios, eu irei fazer.”
A presença de Ebony na plataforma se soma a um movimento mais amplo de internacionalização do rap brasileiro, especialmente no recorte feminino, que vem ganhando espaço em circuitos antes concentrados em artistas norte-americanos.
A entrada no From The Block, nesse contexto, funciona como um indicador de mudança: não apenas pela estreia inédita de uma brasileira, mas pelo tipo de narrativa que passa a ocupar esses espaços.
Mais do que um marco individual, a apresentação sinaliza um avanço estrutural em que artistas locais começam a disputar atenção em plataformas globais sem abrir mão de identidade estética e temática.


