Vasco-AC, time do goleiro Bruno, homenageia jogadores presos por suspeita de estupro

Equipe acreana entrou em campo com camisas exibindo nomes de quatro atletas detidos preventivamente

A partida entre Vasco-AC e Velo Clube, válida pela primeira fase da Copa do Brasil, foi marcada por uma polêmica antes mesmo do apito inicial.

O elenco da equipe acreana entrou em campo vestindo camisas em homenagem a quatro jogadores presos sob suspeita de estupro coletivo. Os nomes exibidos eram de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior.

Os quatro atletas são investigados por suspeita de estupro contra duas mulheres na última sexta-feira (13), em Rio Branco (AC).

Erick teve prisão preventiva decretada no domingo (15). Já os outros três se apresentaram à polícia na terça-feira (17), passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão temporária mantida.

O caso foi formalizado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Ao portal g1, o advogado Atevaldo Santana afirmou que os jogadores negam as acusações e sustentam que a relação foi consensual. Segundo a defesa, todos são réus primários e não possuem antecedentes criminais.

Em comunicado, a Associação Desportiva Vasco da Gama (AC) informou que instaurou procedimentos internos para apuração dos fatos e que colabora com as autoridades.

O clube declarou que:

  • Adotou medidas administrativas internas

  • Está à disposição para colaborar com a investigação

  • Respeita o devido processo legal

A instituição também afirmou que não fará comentários adicionais neste momento.

Dentro de campo, o Vasco-AC empatou por 1 a 1 no tempo regulamentar e foi eliminado nos pênaltis após derrota por 3 a 2 para o Velo Clube.

O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza defendeu duas cobranças e marcou a sua, mas não evitou a eliminação.

A classificação garantiu ao Velo Clube vaga na segunda fase e premiação de R$ 830 mil.

A estreia de Bruno pelo Vasco-AC ocorre enquanto o atleta cumpre liberdade condicional. Ele foi condenado por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado no caso envolvendo Eliza Samudio, deixou o sistema prisional em 2017 e está em regime de liberdade condicional desde 2023.

A decisão do clube de prestar homenagem aos atletas investigados gerou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate sobre responsabilidade institucional em casos sob investigação criminal.

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