Uma mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a obrigar empresas a informar seus funcionários sobre campanhas de vacinação e doenças preveníveis, além de garantir o direito a ausência remunerada para a realização de exames preventivos.
A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e altera dispositivos da legislação trabalhista com foco em saúde preventiva no ambiente corporativo.
Pela nova regra, trabalhadores poderão se ausentar do trabalho por até 3 dias a cada 12 meses, sem prejuízo do salário, para realizar exames relacionados a doenças como câncer de mama, colo do útero e próstata, além de outras condições que demandem acompanhamento periódico.
A atualização inclui a criação do artigo 169-A na CLT, que estabelece obrigações diretas para os empregadores.
Entre elas, está a necessidade de:
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Divulgar campanhas oficiais de vacinação
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Informar sobre doenças preveníveis, como HPV e cânceres comuns
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Promover ações de conscientização dentro do ambiente de trabalho
As orientações devem seguir as diretrizes do Ministério da Saúde, incluindo informações sobre acesso a exames e serviços de diagnóstico.
A nova legislação também altera o artigo 473 da CLT, que trata das situações em que o trabalhador pode faltar ao trabalho sem desconto.
Com a mudança, passa a ser obrigatório que as empresas comuniquem formalmente aos funcionários o direito de se ausentar para cuidar da saúde preventiva.
O objetivo é ampliar o acesso a exames e reduzir diagnósticos tardios, especialmente em doenças que têm maiores chances de tratamento quando identificadas precocemente.
A inclusão de medidas de prevenção na legislação trabalhista acompanha uma tendência de integrar políticas públicas de saúde ao cotidiano profissional.
Ao exigir que empresas atuem também como agentes de informação, a norma busca ampliar o alcance de campanhas de vacinação e estimular o cuidado contínuo com a saúde.
Além disso, o direito à folga remunerada para exames elimina uma das principais barreiras relatadas por trabalhadores: a dificuldade de conciliar horários de atendimento médico com a jornada de trabalho.
A expectativa é que a medida contribua para:
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Aumento da adesão à vacinação
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Maior realização de exames preventivos
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Redução de afastamentos por doenças em estágio avançado
A nova regra já está em vigor e deve ser incorporada às rotinas de comunicação interna das empresas nos próximos meses.


