Vacinação contra gripe já começou no Brasil; veja quem deve se imunizar

Mobilização nacional prioriza grupos de risco em meio ao aumento de casos respiratórios

A campanha de vacinação contra influenza no Brasil já começou nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste e segue até 30 de maio. A mobilização, coordenada pelo Ministério da Saúde, ocorre em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país.

A imunização é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e tem como foco principal os grupos mais vulneráveis a complicações da gripe.

A campanha prioriza:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

  • Idosos com 60 anos ou mais

  • Gestantes

Além desses grupos, a vacinação também é recomendada para pessoas com comorbidades, população indígena e outros públicos considerados estratégicos.

A vacina utilizada é a trivalente, atualizada anualmente para acompanhar as cepas do vírus em circulação.

Até o momento, mais de 15,7 milhões de doses foram distribuídas em todo o país. Como parte da estratégia de mobilização, o governo também iniciou o envio de milhões de mensagens institucionais para incentivar a adesão à campanha.

A orientação é que estados e municípios intensifiquem a vacinação já nas primeiras semanas, com ações de busca ativa para alcançar os públicos prioritários.

Na Região Norte, a campanha será realizada em período diferente, no segundo semestre, devido à sazonalidade da circulação do vírus na região.

A campanha ocorre em um contexto de crescimento de doenças respiratórias. Dados preliminares de 2026 indicam:

  • 14,3 mil casos de SRAG registrados até meados de março

  • Cerca de 840 mortes associadas

Entre os casos graves identificados, a influenza representa aproximadamente 28,1% das infecções.

Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a gripe, reduzindo:

  • Casos graves

  • Internações

  • Óbitos

A imunização pode ser feita junto a outras vacinas do calendário nacional, incluindo a da Covid-19.

A recomendação é que pessoas que fazem parte dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima o quanto antes, especialmente antes do período de maior circulação do vírus.

A estratégia busca antecipar a proteção da população diante de um cenário que já apresenta sinais de pressão sobre o sistema de saúde.

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