Bairro de SP é eleito um dos 25 melhores destinos do mundo para visitar em 2026

Reconhecido por sua riqueza cultural e gastronômica, o bairro paulistano é o único representante do Brasil no Best in Travel 2026, tradicional guia da Lonely Planet

O bairro da Liberdade, no centro de São Paulo, foi listado pela Lonely Planet como um dos 25 melhores destinos globais para visitar em 2026.

O tradicional guia de viagens incluiu o local na categoria “melhores destinos”, destacando-o como o único representante brasileiro na seleção.

A publicação ressalta a importância cultural e gastronômica do bairro, conhecido mundialmente como o maior reduto da comunidade japonesa fora do Japão.

Com suas ruas adornadas por lanternas vermelhas, feiras, lojinhas e restaurantes orientais, a Liberdade é apontada como um símbolo vivo da mistura entre culturas e um dos espaços mais emblemáticos da capital paulista.

Segundo o portal G1, o bairro foi reconhecido pela sua capacidade de conectar tradição, memória e diversidade. Além da presença japonesa, há forte influência chinesa, coreana e de outros povos asiáticos, o que faz da região um mosaico cultural único.

A Lonely Planet também destacou o valor histórico da Capela dos Aflitos, construída em 1779, localizada no fim da Rua dos Aflitos.

O local, tombado como patrimônio histórico, ocupa o antigo Largo da Forca, onde ocorreram execuções públicas até o século 19, inclusive de pessoas escravizadas que buscavam liberdade.

Em 2023, a Prefeitura de São Paulo substituiu as tradicionais luminárias japonesas da Rua dos Aflitos por iluminação de LED.

A decisão atendeu a pedidos de grupos do movimento negro e foi parte de um esforço para dar mais visibilidade à Capela e equilibrar as diferentes camadas históricas do bairro.

A Associação Amigos da Capela comemorou a mudança, que levou seis anos de negociações. Já o restante da Liberdade manteve os postes de estilo oriental, preservando a identidade visual que tornou o bairro uma das paisagens turísticas mais reconhecíveis de São Paulo.

Em nota, a administração municipal afirmou que o objetivo foi “equilibrar o respeito às diferentes memórias que coexistem na região”, permitindo que cada grupo cultural seja adequadamente representado.

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