O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deixará o comando do estado no dia 4 de abril, data-limite prevista pela legislação eleitoral para a desincompatibilização de cargos executivos.
A saída tem como objetivo viabilizar sua candidatura a uma vaga no Senado Federal.
A decisão foi comunicada a aliados nos últimos dias e confirma o plano de Castro de disputar o Senado nas eleições deste ano. Com a desincompatibilização, o governador ficará legalmente apto a entrar na corrida eleitoral.
Nos bastidores, Cláudio Castro tem defendido que o nome escolhido para disputar o mandato-tampão ao Senado seja o de Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil do governo fluminense.
A indicação, no entanto, não é consenso dentro do grupo político que sustenta o governador. Parte dos aliados avalia outros nomes e resiste à escolha, argumentando que a disputa exige um perfil com maior densidade eleitoral e visibilidade pública.
A permanência de Castro no cargo até o prazo final de abril não era o plano original.
Inicialmente, o governador havia articulado uma saída antecipada, logo após o Carnaval, em acordo com o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União).
A ideia era antecipar o processo de sucessão no Palácio Guanabara, dando mais tempo para reorganização do governo e construção política do cenário eleitoral. O plano, porém, não avançou.
Com a confirmação da saída apenas na data-limite, o governo entra agora em uma fase de negociações internas para definir:
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Quem assume o comando do Executivo estadual
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Quem representará o grupo na disputa ao Senado
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Como será conduzida a transição administrativa
A sucessão no governo do Rio ocorre em um contexto de tensões políticas, com a Alerj fragilizada institucionalmente e disputas internas entre aliados do atual governador.
Até o momento, Cláudio Castro não comentou publicamente sobre os impasses envolvendo a escolha do nome para o mandato-tampão nem sobre o futuro desenho político do grupo após sua saída do cargo.


