Um filhote de onça-pintada no Pará virou símbolo recente dos esforços de conservação da fauna brasileira. O animal, um macho nascido no fim de dezembro na Serra dos Carajás, em Parauapebas, teve o nascimento divulgado ao público com um convite: ajudar a escolher o nome.
A votação segue aberta até sexta-feira (27), com três opções disponíveis (Xingu, Tapajós e Solimões) em referência a importantes rios da região amazônica. Vote clicando aqui.
O caso chama atenção pelo contexto. Em 12 anos, este é apenas o sétimo nascimento da espécie registrado no Bioparque de Parauapebas, o que reforça a dificuldade de reprodução em cativeiro e a importância do feito.
Segundo especialistas do local, o nascimento representa um avanço significativo na preservação da espécie, considerada ameaçada de extinção.
O filhote é descendente do casal Marília e Zezé, ambos com genética do Cerrado, característica relevante para a diversidade genética da população mantida no espaço.
Por se tratar de um recém-nascido, o animal permanece em área interna, sob monitoramento constante da equipe técnica.
A expectativa é que ele seja apresentado ao público ainda no primeiro semestre, após o período inicial de adaptação e cuidados.
A gestação da onça-pintada dura entre 3 e 4 meses e geralmente resulta em até dois filhotes.
Confira:
Xingu, Tapajós ou Solimões? Onça-pintada ameaçada de extinção nasce no Pará e público pode escolher o nome https://t.co/lUD3O68CVB #g1 pic.twitter.com/DMUufSM5b2
— g1 (@g1) March 25, 2026
O Bioparque acumula um histórico de reprodução da espécie ao longo dos anos. Entre os registros anteriores estão:
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2014: Thor e Pandora
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2016: Sheila e Leila (melânicas)
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2022: Rhudá e Rhuana
O novo nascimento reforça a continuidade desse trabalho e a manutenção de um ambiente adequado para reprodução.
A onça-pintada é o maior felino das Américas, podendo atingir até:
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1,90 m de comprimento
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80 cm de altura
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135 kg
Além da espécie, o Bioparque também participa da conservação de outros animais ameaçados, como ararajuba, arara-azul, gavião-real e anta.
O espaço abriga atualmente cerca de 360 animais de 67 espécies, com atuação conjunta de biólogos, veterinários e órgãos ambientais como ICMBio e Ibama.
A escolha do nome do filhote marca uma estratégia de aproximação com o público e reforça a conscientização sobre a preservação da biodiversidade.
A votação online permite que visitantes participem diretamente do processo, conectando a experiência do público ao trabalho de conservação ambiental.


