O primeiro caça supersônico F-39 Gripen produzido no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira (25), em cerimônia realizada na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto, cidade localizada a 308 km de São Paulo.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades civis e militares.
Desenvolvido em parceria com a empresa sueca Saab, o modelo representa um avanço estratégico para a Força Aérea Brasileira (FAB), ao combinar tecnologia de ponta, produção nacional e transferência de conhecimento internacional.
O que muda na defesa aérea do Brasil?
A chegada do Gripen produzido no país marca uma transformação importante na capacidade de defesa aérea brasileira.
O novo caça substitui gradualmente os antigos modelos F-5, utilizados há décadas, e passa a integrar um sistema mais moderno, com maior eficiência em missões de:
- defesa do espaço aéreo
- reconhecimento
- ataque estratégico
Além disso, a aeronave já foi colocada em alerta de defesa aérea, o que significa que pode ser acionada em operações reais, incluindo a proteção da capital federal.
Tecnologia avançada e alta capacidade operacional
O Gripen é equipado com sistemas de última geração que ampliam significativamente sua eficiência em combate.
Entre os destaques estão:
- míssil Meteor, considerado um dos mais avançados do mundo;
- sistemas de guerra eletrônica, capazes de confundir radares inimigos;
- sensores com cobertura 360 graus, que aumentam a consciência situacional;
- comunicação tática criptografada, permitindo operações integradas em tempo real.
A aeronave também atinge velocidades de até 2,4 mil km/h, cerca de duas vezes a velocidade do som, e possui autonomia de até duas horas e meia de voo, com capacidade de reabastecimento em pleno ar.
Veja:

Produção nacional e impacto na indústria
A fabricação do caça em território brasileiro é um dos pontos mais relevantes do programa.
Segundo a FAB, o projeto:
- envolveu mais de 300 engenheiros brasileiros, treinados na Suécia;
- gerou cerca de 2 mil empregos diretos;
- impacta até 10 mil postos de trabalho indiretos.
A produção acontece com uma cadeia de fornecedores nacionais e internacionais, consolidando o Brasil como um polo de alta tecnologia no setor aeroespacial.
Confira:
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Parceria internacional e transferência de tecnologia
O programa Gripen no Brasil é resultado de um acordo firmado em 2014 entre o governo brasileiro e a Saab, com investimento estimado em US$ 4 bilhões.
Ao todo, estão previstas 36 aeronaves, sendo parte delas produzidas no país.
Mais do que a aquisição dos caças, o projeto inclui transferência de tecnologia, permitindo que o Brasil desenvolva conhecimento estratégico em áreas como:
- engenharia aeronáutica avançada;
- sistemas de defesa;
- integração de tecnologias militares.
Um marco estratégico para o país
A apresentação do primeiro Gripen montado no Brasil é considerada um marco na história da aviação militar nacional.
Além de modernizar a frota da FAB, o projeto amplia a autonomia do país em defesa e posiciona o Brasil entre os poucos que dominam etapas críticas da produção de caças de alta tecnologia.
Durante o evento, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, destacou:
“Com grande potencial de exportação e impacto direto no desenvolvimento econômico e social do nosso país”.
Já o comandante da FAB, Marcelo Damasceno, afirmou:
“É o Brasil supersônico que avança a voos cada vez mais elevados, um Brasil transforma desafios cem conquistas concretas”.
O que esperar daqui para frente?
Antes de entrar em operação definitiva, o novo caça ainda passará por testes funcionais e voos de ensaio.
Após essa etapa, a aeronave será incorporada à frota já em operação no Primeiro Grupo de Defesa Aérea, na Base Aérea de Anápolis (GO).
A expectativa é que os próximos modelos sigam o mesmo padrão de produção nacional, ampliando gradualmente a presença do Gripen no país.


