Projeto de lei propõe retorno de identificação regional nas placas de veículos no Brasil

Proposta em análise na Câmara prevê inclusão de estado, município e bandeira nas placas padrão Mercosul

Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pode alterar novamente o padrão das placas de veículos no Brasil. A proposta prevê o retorno da identificação com nome do estado, município e inclusão da bandeira da unidade federativa nas placas.

O texto foi aprovado na última terça-feira (14) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

O que prevê o projeto?

A proposta busca modificar o atual modelo de placas adotado no país, retomando elementos visuais que indicam a origem do veículo.

Entre as principais mudanças estão:

  • Retorno do nome do estado e do município nas placas;
  • Inclusão da bandeira da unidade da federação.

A medida altera o padrão atualmente utilizado no Brasil, que segue o modelo adotado pelos países do Mercosul.

Argumentos a favor da mudança

De acordo com o autor do projeto, o senador Esperidião Amin (PP-SC), a identificação regional pode contribuir para o trabalho das autoridades.

Segundo ele, a medida pode ajudar agentes de trânsito e segurança pública a identificarem com mais facilidade a origem de veículos envolvidos em infrações, furtos e roubos.

O relator da proposta na comissão, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), também defendeu a iniciativa. Para ele, a mudança pode fortalecer aspectos culturais e regionais, além de facilitar a percepção quando se tratar de veículos “de fora”.

Como funciona a placa Mercosul atualmente?

O modelo de placa padrão Mercosul passou a ser obrigatório no Brasil a partir de 2020, trazendo uma série de mudanças em relação ao sistema anterior.

Entre as principais características estão:

  • Novo formato com combinação alfanumérica (letras e números);
  • Maior número de combinações possíveis;
  • Presença de QR Code para consulta de dados do veículo.

Na época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a adoção do novo modelo apontando que o sistema antigo estava próximo do limite de combinações disponíveis.

Com o padrão Mercosul, a capacidade foi ampliada para cerca de 450 milhões de combinações, aumentando significativamente a possibilidade de registros.

Próximos passos da proposta

Após aprovação na Comissão de Viação e Transportes, o projeto ainda será analisado pela CCJ. Caso avance, seguirá para outras etapas do processo legislativo antes de uma eventual implementação.

A discussão sobre o tema envolve aspectos técnicos, culturais e de segurança, e ainda deve passar por novos debates no Congresso Nacional.

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