Vidro extraterrestre é descoberto no Brasil

Fragmentos de vidro formados após colisão espacial foram identificados por cientistas da Unicamp e publicados na revista Geology

Um impacto extraterrestre ocorrido há cerca de 6 milhões de anos foi confirmado no território brasileiro após décadas de investigação científica. A descoberta foi realizada por pesquisadores da Unicamp e publicada em 2026 na revista científica Geology.

O evento, até então desconhecido, deixou como principal evidência fragmentos de vidro natural chamados tectitos, formados quando um objeto vindo do espaço atingiu a superfície terrestre e fundiu rochas locais sob temperaturas extremas.

Os tectitos são materiais vítreos raros, criados exclusivamente a partir de impactos de meteoritos ou asteroides.

Eles se diferenciam de outros tipos de vidro natural, como o vulcânico, por suas características químicas e físico-químicas específicas.

Segundo o geólogo Álvaro Penteado Crósta, líder do estudo, a confirmação da origem extraterrestre exigiu análises detalhadas.

“Os tectitos têm características químicas e físico-químicas bem próprias. A partir dessas análises, conseguimos diferenciá-los de outros vidros naturais, que podem até se parecer visualmente, mas são quimicamente distintos”, explicou em entrevista.

Até agora, apenas cinco regiões do planeta possuíam registros científicos confirmados desse tipo de material, distribuídas entre Oceania, Europa, Ásia e América do Norte.

O achado brasileiro marca a primeira confirmação de tectitos na América do Sul, ampliando o mapa global de impactos conhecidos.

Os fragmentos analisados estavam espalhados pelo território brasileiro, indicando que o impacto foi suficientemente intenso para lançar material fundido a longas distâncias.

Apesar da confirmação do impacto, nenhuma cratera associada ao evento foi identificada até o momento. Segundo os pesquisadores, isso pode ter ocorrido por diversos fatores, como:

  • Erosão ao longo de milhões de anos

  • Cobertura por sedimentos

  • Transformações geológicas posteriores

Novos estudos estão sendo planejados para tentar localizar o ponto exato da colisão.

A descoberta ajuda a compreender melhor:

  • A história geológica do Brasil

  • A frequência de impactos extraterrestres na Terra

  • Os efeitos de grandes colisões no ambiente terrestre

Para a comunidade científica, o estudo reforça que eventos desse tipo podem deixar vestígios discretos, mas duradouros, mesmo após milhões de anos.

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