O governo do México anunciou a implementação de um novo sistema público de atendimento inspirado no modelo do SUS brasileiro, com início previsto para janeiro de 2027. A proposta busca reorganizar a estrutura de serviços e ampliar o acesso da população à saúde.
O projeto foi apresentado pela presidente Claudia Sheinbaum e terá como primeira etapa o cadastramento de pessoas com mais de 85 anos, além de seus cuidadores.
Essa fase inicial começa em abril de 2026 e segue até o fim do mês, com expectativa de alcançar cerca de 2 milhões de usuários.
Um dos principais pilares do novo sistema será a unificação das bases de dados dos pacientes. A proposta é permitir que profissionais de saúde tenham acesso ao histórico clínico independentemente da unidade de atendimento.
O governo também pretende lançar um aplicativo digital para centralizar:
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resultados de exames laboratoriais
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informações médicas
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registros de atendimento
A medida busca reduzir falhas no acompanhamento clínico e evitar atendimentos sem histórico do paciente.
“SUS México”
O novo modelo prevê investimentos para garantir o funcionamento contínuo das unidades de saúde, com foco em áreas consideradas críticas.
Entre os atendimentos prioritários estão:
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emergências médicas
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gravidez de alto risco
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infartos e doenças neurológicas
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câncer de mama
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saúde mental
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acompanhamento de doenças crônicas
Além disso, o sistema inclui ações de prevenção, nutrição e incentivo à atividade física.
O novo documento de identificação dos pacientes substituirá registros emitidos por diferentes instituições do país, como o IMSS, o ISSSTE e a Pemex, que hoje operam com sistemas próprios.
Atualmente, o atendimento de saúde no México é dividido entre:
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sistemas vinculados ao emprego formal
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serviços públicos estaduais e federais
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programas assistenciais
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planos privados
A proposta do governo é reduzir essa fragmentação e criar uma rede mais integrada.
Na primeira fase, o cadastramento será realizado em 24 dos 31 estados mexicanos, com atuação em 47 municípios e mais de 2 mil centros médicos disponíveis. A expectativa é ampliar progressivamente o sistema para outros grupos da população nos anos seguintes.
Para 2028, o governo prevê intensificar:
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acesso a medicamentos
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consultas com especialistas
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atenção primária para doenças crônico-degenerativas
Entre elas estão Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que o México tem atualmente cerca de 128 milhões de habitantes, com expectativa de vida média de 75 anos.
O país enfrenta desafios estruturais, como a distribuição desigual de profissionais de saúde e a necessidade de ampliar o acesso em regiões menos atendidas.


