A então Miss Finlândia, Sarah Dzafce, perdeu o título após a repercussão negativa de uma postagem considerada racista em rede social.
A jovem, de 22 anos, publicou uma imagem em que aparece sorrindo enquanto usa os dedos para puxar os olhos, em um gesto historicamente associado a ofensas contra pessoas asiáticas.
A foto foi compartilhada no aplicativo Jodel, acompanhada da legenda “kiinalaisenkaa syömäs” (“jantando com uma pessoa chinesa”, em tradução livre).
A publicação provocou indignação imediata, especialmente entre membros da comunidade asiática, e rapidamente se espalhou por outras plataformas.
Inicialmente, Sarah tentou minimizar a polêmica, alegando que estaria apenas massageando as têmporas por conta de uma forte dor de cabeça.
A explicação, no entanto, não foi aceita pelo público. Diante da pressão, a então miss voltou atrás e publicou um pedido formal de desculpas.
“Peço sinceras desculpas a todos que ofendi e magoei com minhas ações. Entendo que o título de Miss Finlândia não é apenas uma coroa, mas também uma responsabilidade”, declarou.
Apesar do recuo, a organização do concurso decidiu cassá-la oficialmente, encerrando o reinado iniciado em setembro.
Reação política amplia polêmica
O caso ganhou novos contornos quando parlamentares da extrema-direita finlandesa passaram a defender Sarah publicamente.
Alguns deles chegaram a reproduzir o mesmo gesto racista em redes sociais, alegando agir em nome da “liberdade de expressão”.
O deputado Juho Eerola, por exemplo, publicou imagens repetindo o gesto e escreveu: “Nós somos Sarah”. Outros políticos se somaram às manifestações de apoio.
Na contramão, o ministro da Educação da Finlândia, Anders Adlercreutz, criticou duramente a atitude dos parlamentares e classificou a reação como “irresponsável, infantil e estúpida”.
O episódio reacendeu debates no país sobre racismo, responsabilidade pública e os limites entre liberdade de expressão e discurso ofensivo, especialmente quando figuras públicas estão envolvidas.


