Um vídeo registrou os últimos momentos de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, dançando em um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio. Horas depois, a jovem foi encontrada morta. De acordo com familiares, ela teria sido espancada até a morte após se recusar a sair do local com um traficante.
Nas imagens, Sther aparece se divertindo na festa. Pouco depois, ela teria sido abordada por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, apontado como chefe do tráfico no Muquiço, em Guadalupe. A área é dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), a mesma que controla a comunidade da Coreia.
A família afirma que o corpo da jovem foi entregue “desfigurado” na porta da casa da mãe. O enterro está marcado para esta quarta-feira (20), no cemitério de Ricardo de Albuquerque.

Dor da família
Nas redes sociais, a irmã da vítima, Stefany, publicou mensagens emocionadas:
“Estou sem chão, sem estrutura. Quem nos conhece sabe o quanto somos unidas, leais e uma pela outra. Sensação de impotência por não ter tido tempo de salvar a minha irmã.”
Em outro post, ela lamentou ao ver o vídeo da irmã se divertindo no baile:
“Você não só acabou com a vida da minha irmã quanto da minha família. Olha a felicidade da minha irmã. Covarde desgraçado.”
Confira abaixo o vídeo em que Sther aparece dançando no baile funk, pouco antes de ser violentamente morta:
😰 💥 Vídeo mostra a jovem Sther Barroso em baile funk, momentos antes de ser brutalmente espancada, estuprada e morta por NEGAR se relacionar com o traficante Coronel (TCP), líder do tráfico na favela do Muquiço, no Rio de Janeiro (RJ).pic.twitter.com/xdpvLhfXpC
— République (@republiqueBRA) August 19, 2025
Amigos compartilharam nas redes sociais anotações feitas por Sther com planos para o novo ano. Entre as metas estavam “terminar a escola, fazer três cursos, ter um cachorrinho, focar muito na academia e agradecer a Deus todos os dias”.
Uma amiga próxima desabafou: “Ela tinha tantos sonhos… Queria estudar, trabalhar, mudar de vida. Isso foi arrancado dela de uma maneira cruel.”
Investigação policial
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga se o assassinato foi motivado pela recusa da jovem em sair do baile com o traficante.
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), 49 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado do Rio de Janeiro apenas no primeiro semestre deste ano.
Veja fotos de Sther e do traficante Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel:



