Pagamento com palma da mão começa a chegar ao Brasil e pode substituir cartão e celular

Sistema usa leitura das veias da mão para identificar usuários e autorizar compras sem contato físico

Esquecer a carteira ou ficar sem bateria no celular pode deixar de ser um problema. Uma nova tecnologia de pagamento com palma da mão começa a ser testada no Brasil e promete transformar a forma como consumidores realizam compras no dia a dia.

A solução utiliza biometria vascular, dispensando cartões, senhas e até dispositivos eletrônicos. Na prática, basta aproximar a mão de um leitor para concluir o pagamento em poucos segundos.

Como funciona o pagamento com a palma da mão

O sistema opera com sensores que utilizam luz infravermelha para mapear:

  • O desenho das veias da palma

  • O fluxo sanguíneo

  • Padrões internos únicos de cada pessoa

Esses dados são convertidos em um código criptografado, que é vinculado a um meio de pagamento, como:

  • Cartão de crédito

  • Conta bancária

  • Pix

No momento da compra, o leitor reconhece o usuário e autoriza a transação automaticamente, sem contato físico e sem necessidade de senha.

Segurança é o principal argumento

Especialistas apontam que a tecnologia oferece um nível elevado de proteção.

Isso porque:

  • O padrão vascular é interno ao corpo

  • É praticamente impossível de ser copiado

  • Reduz riscos comuns de fraude, como roubo de senha ou clonagem

Além disso, o uso de criptografia reforça a segurança no armazenamento dos dados.

Comparado a métodos como reconhecimento facial ou PIN, o sistema tende a ser menos vulnerável a ataques.

Testes já acontecem no Brasil

A tecnologia ainda está em fase inicial no país, mas já conta com projetos em andamento. Um dos principais testes envolve a Positivo Tecnologia, em parceria com a Tencent Cloud.

As empresas desenvolveram um terminal que integra:

  • Identificação biométrica

  • Autorização de pagamento

Outras iniciativas também estão em curso, como testes da Cielo em parceria com a Ingenico.

A expectativa é que os primeiros equipamentos cheguem ao varejo ainda no segundo semestre de 2026.

Além da segurança, a promessa é de ganho operacional.

Entre os benefícios apontados:

  • Redução de filas

  • Pagamentos mais rápidos

  • Menos etapas no checkout

  • Menor dependência de dispositivos

A proposta é simplificar o processo tanto para o cliente quanto para o comerciante.

Apesar do potencial, a implementação em larga escala ainda depende de alguns fatores:

  • Regulamentação de dados biométricos

  • Adesão de bancos e empresas

  • Confiança dos consumidores

O uso de informações sensíveis exige políticas rígidas de privacidade e proteção de dados.

O avanço do pagamento com palma da mão indica uma tendência mais ampla: a substituição de dispositivos físicos por identidade biométrica.

Se avançar, a tecnologia pode:

  • Redefinir o conceito de carteira digital

  • Reduzir fraudes

  • Tornar pagamentos invisíveis no cotidiano

Ainda em fase de testes, o modelo aponta para um cenário em que o próprio corpo se torna o meio de pagamento.

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