O primeiro foguete comercial lançado a partir do Brasil explodiu minutos após a decolagem na noite desta segunda-feira (22), na Base de Alcântara, no Maranhão.
O veículo espacial HANBIT-Nano, de origem sul-coreana, não era tripulado e levava satélites e experimentos científicos que seriam colocados em órbita.
O lançamento ocorreu às 22h13, mas cerca de 40 segundos após a decolagem, o foguete apresentou uma anomalia e colidiu com o solo.
A informação foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), que classificou o ocorrido como uma falha durante o voo inicial.
O que se sabe sobre a explosão
Segundo comunicado oficial, equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente e enviadas ao local da queda para avaliar os destroços e garantir a segurança da área.
Não houve registro de feridos ou danos a instalações, embarcações ou comunidades próximas.
Durante a transmissão oficial da Innospace, empresa responsável pela missão, foi exibida a mensagem: “We experienced an anomaly during the flight” (“Vivenciamos uma anomalia durante o voo”).
Pouco depois, o sinal foi interrompido, procedimento considerado padrão em missões que não são concluídas com sucesso.
Imagens captadas por drone durante uma transmissão independente mostraram o momento exato em que o foguete se transforma em uma bola de fogo no ar, com destroços caindo em seguida dentro da zona de segurança previamente delimitada.
Detalhes da missão
O HANBIT-Nano tinha 21,8 metros de comprimento, pesava cerca de 20 toneladas e transportava oito cargas úteis, sendo cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia.
O objetivo da missão era colocar os equipamentos em órbita terrestre para fins científicos e tecnológicos.
O lançamento fazia parte de uma parceria entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a Innospace, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Antes da tentativa final, o voo do HANBIT-Nano passou por diversos adiamentos. Inicialmente previsto para novembro, foi remarcado para 17 de dezembro, depois para o dia 19, até ser novamente transferido para 22 de dezembro devido a anomalias técnicas identificadas durante as verificações.
A FAB informou que as causas da explosão serão investigadas em conjunto com a empresa responsável.
Em carta divulgada nesta terça-feira (23), o CEO da Innospace, Kim Soo-jon, pediu desculpas pelo insucesso da missão e afirmou que todos os protocolos de segurança foram executados conforme os padrões internacionais.
Segundo a empresa, após a identificação da falha, foi adotado o procedimento de queda controlada do veículo dentro da área de segurança, minimizando riscos externos.


