A NASA se prepara para dar um passo decisivo no retorno humano à Lua com a missão Artemis II, prevista para decolar em 1º de abril. Será o primeiro voo tripulado do programa Artemis e o primeiro envio de astronautas ao espaço profundo em mais de 50 anos, desde o fim do programa Apollo.
Diferentemente das missões históricas do século XX, o objetivo agora não é apenas repetir a chegada ao satélite natural, mas testar tecnologias e estabelecer bases para uma presença humana contínua fora da órbita da Terra.
Apesar da expectativa em torno do retorno, os astronautas não devem pousar na superfície lunar nesta etapa. A missão será um voo de aproximadamente 10 dias, com trajetória ao redor da Lua.
A tripulação será composta por:
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Reid Wiseman
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Victor Glover
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Christina Koch
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Jeremy Hansen
O lançamento ocorrerá a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
A Artemis II será a primeira missão com humanos a bordo da cápsula Orion, lançada pelo foguete Space Launch System (SLS).
Após o lançamento, a nave realizará órbitas ao redor da Terra antes de seguir para a Lua. Essa fase inicial permite validar sistemas ainda próximos do planeta.
Entre os principais objetivos estão:
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Testar o suporte à vida, incluindo oxigênio e remoção de CO₂
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Avaliar comunicação em espaço profundo, mais distante da Terra
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Executar manobras manuais, com controle direto dos astronautas
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Validar navegação e estabilidade da nave
Esses testes são considerados essenciais para missões futuras mais complexas, incluindo operações com acoplamento em órbita lunar.
A Artemis II funciona como uma ponte entre a missão anterior, sem tripulação, e a próxima fase do programa.
A Programa Artemis prevê:
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Artemis I (2022): teste sem astronautas
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Artemis II (2026): voo tripulado ao redor da Lua
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Artemis III (prevista para 2027): retorno de humanos à superfície lunar
A longo prazo, a estratégia inclui usar a Lua como base para missões mais distantes, especialmente para Marte.
O cronograma da missão já sofreu ajustes devido a fatores técnicos e climáticos, incluindo vazamento de hidrogênio no foguete e condições meteorológicas desfavoráveis na Flórida.
Mesmo com a data prevista para 1º de abril, a NASA mantém janelas alternativas ao longo do mês, caso seja necessário adiar o lançamento.
A nova fase da exploração espacial ocorre em um cenário diferente daquele das missões Apollo. Além da presença de parcerias internacionais, o programa incorpora tecnologias mais autônomas e objetivos de longo prazo, ligados à permanência humana fora da Terra.


