“Sina de Ofélia”: Spotify derruba música criada por IA que imitava vozes de Luísa Sonza e Dilsinho

A Faixa, inspirada em canção de Taylor Swift, chegou ao Top 50 do Brasil, viralizou nas redes sociais e reacende debate sobre uso de inteligência artificial na música

A música “Sina de Ofélia”, produzida integralmente por inteligência artificial, foi retirada do Spotify após alcançar grande repercussão no ambiente digital.

A faixa utilizava vozes sintéticas semelhantes às de Luísa Sonza e Dilsinho e era baseada na canção “The Fate of Ophelia”, atribuída à cantora norte-americana Taylor Swift.

Mesmo com poucos dias no ar, a música chegou ao Top 50 das mais ouvidas no Brasil, alcançando a 47ª posição no ranking da plataforma de streaming e somando quase 2 milhões de reproduções.

Fora do Spotify, o sucesso também se refletiu nas redes sociais, com forte circulação no Instagram e no TikTok, onde a canção figurou entre os áudios mais utilizados em vídeos.

O problema é que , enquanto a música bombava nas plataformas, Taylor Swift, autora da obra original, não recebeu nem um centavo, assim como Luísa Sonza e Dilsinho, que tiveram suas vozes “utilizadas” pela IA em versões quase idênticas.

Sons que circulam por aí, geram muita audiência, mas não rendem direitos aos artistas reais.

Retirada do ar: ainda sem explicação oficial

Até o momento, não há confirmação oficial se a remoção da faixa partiu de um pedido da equipe de Taylor Swift ou se foi uma decisão tomada diretamente pelo Spotify.

O episódio ocorre em meio à implementação de novas diretrizes da plataforma sobre o uso de IA, anunciadas recentemente.

As medidas incluem filtros mais rigorosos contra spam musical, ações voltadas à proteção contra imitação de artistas e a exigência de maior transparência nos créditos de conteúdos que utilizam inteligência artificial.

Segundo o Spotify, a intenção não é impedir criações inovadoras, mas coibir práticas que possam induzir o público ao erro.

“Nosso foco é barrar spam, fraude e clonagem indevida de vozes”, afirmou Charlie Hellman, chefe global de música vertical da empresa, durante coletiva acompanhada pela CNN.

Uso de vozes sintéticas chama atenção

No caso de “Sina de Ofélia”, as vozes atribuídas aos cantores brasileiros também foram geradas por IA, sem divulgação pública sobre qualquer tipo de autorização dos artistas cujas características vocais foram reproduzidas.

Durante o auge da viralização, Luísa Sonza chegou a interagir com o fenômeno, publicando um vídeo em que dubla sua parte na música.

O registro ultrapassou sete milhões de visualizações, ampliando ainda mais o alcance do caso.

Confira:

@luisasonza

♬ som original – Pop_natioon

IA, música e direitos autorais em debate

O episódio se soma a outros casos recentes que envolvem inteligência artificial, música e direitos autorais, trazendo à tona discussões sobre os limites do uso criativo da tecnologia, a proteção de direitos conexos e o papel das plataformas digitais na prevenção de possíveis infrações.

A retirada de “Sina de Ofélia” reforça que a IA já é uma realidade concreta no setor musical, com impactos diretos na atuação de artistas, plataformas e profissionais da área de propriedade intelectual, em um cenário que segue em rápida transformação.

Confira a música original, de Taylor Swift:

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