Depois de três indicações ao Emmy 2025 (incluindo melhor série de comédia), “Ninguém Quer” retorna à Netflix com a dupla Kristen Bell e Adam Brody em plena sintonia.
A segunda temporada, lançada nesta quinta (23), mostra a podcaster millennial Joanne e o rabino Noah dando mais uma chance a um relacionamento que parecia impossível: ela é agnóstica convicta, e ele, um judeu devoto.
O conflito entre fé e amor segue no centro da trama. Joanne vai se converter? Ou Noah vai rever seus planos de seguir carreira religiosa? Essa tensão é o combustível de uma comédia que aposta em conversas íntimas e dilemas cotidianos.
“Focamos nos momentos pequenos da vida real”, contou Kristen Bell ao O Globo. “Desde decisões práticas, como onde deixar as escovas de dente, até crises existenciais, como o quanto de mim estou disposta a abrir mão pelo ‘nós’.”
A série virou um fenômeno global: seis semanas no top 10 da Netflix e audiência em 89 países, incluindo o Brasil. Segundo Bell, o segredo está na repaginada do gênero rom-com, misturando autenticidade moderna e nostalgia afetiva.
“Acho que tocamos algo emocional no público. As pessoas querem ver o Seth Cohen, de The O.C., e a Veronica Mars juntos”, brinca a atriz, que também é produtora da série.
A química entre Bell e Brody, amigos de longa data, é uma das forças da produção. Nesta nova fase, Brody ainda contracena com a esposa, Leighton Meester (Gossip Girl), em participações especiais, um mimo para quem cresceu vendo as séries adolescentes dos anos 2000.
A temporada também aprofunda as personagens femininas judias, respondendo a críticas de estereotipação feitas na estreia. “As observações não eram infundadas”, admite Brody. “Mas agora os personagens têm mais dimensão e humanidade.”
Criada por Erin Foster, inspirada em sua própria experiência de conversão, a série tem consultoria de roteiristas e especialistas da comunidade judaica.
“A história não é sobre um grupo religioso”, reforça Bell. “É sobre pessoas tentando se entender.”
Mesmo cercada por polêmicas recentes nas redes sociais, Kristen evita o tom amargo: prefere deixar que a série fale por si, com humor, leveza e vulnerabilidade.


