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Câmara aprova cobrança de imposto sobre serviços de streaming como Netflix e YouTube

Texto aprovado cria contribuição de até 4% sobre a receita de plataformas de vídeo sob demanda e compartilhamento; medida ainda será analisada pelo Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que estabelece a cobrança de um tributo sobre os serviços de streaming audiovisual, como Netflix, YouTube, Prime Video e Disney+. O texto segue agora para análise do Senado Federal.

De autoria do deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP) e relatado por Doutor Luizinho (PP-RJ), o PL 8889/2017 cria a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), com alíquotas entre 0,1% e 4% da receita bruta anual das plataformas, de acordo com o porte de cada empresa.

A proposta abrange tanto serviços pagos quanto gratuitos, incluindo vídeos sob demanda (VoD), como a Netflix, televisão por aplicativos, como a Claro TV+, e plataformas de compartilhamento de vídeo, como o YouTube.

Empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano ficarão isentas da cobrança.

Segundo o relator, a medida representa um marco para o setor. “Esse projeto vai mudar a história do audiovisual no Brasil. Vai colocar mais de R$ 1 bilhão na produção nacional e gerar emprego e renda”, disse Luizinho.

Como será a cobrança do imposto sobre serviços de streaming

Os serviços de vídeo sob demanda e TV por app pagarão de 0,5% a 4%, enquanto os de compartilhamento audiovisual terão alíquotas entre 0,1% e 0,8%.

Para estimular o investimento no setor, as plataformas poderão deduzir até 60% do tributo se destinarem o valor à produção de conteúdo nacional. Caso mais da metade do catálogo seja composto por obras brasileiras, a dedução poderá chegar a 75%.

Além disso, o projeto exige maior visibilidade para produções nacionais nas plataformas (com destaque e recomendação igual à de conteúdos estrangeiros) e proíbe que filmes sejam lançados em streaming menos de nove semanas após a estreia nos cinemas.

Os valores arrecadados irão financiar produções independentes brasileiras, priorizando as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que receberão 30% dos recursos.

Parte do dinheiro também será destinada à pesquisa tecnológica e à capacitação de profissionais do audiovisual.

As novas regras entrarão em vigor 90 dias após a publicação da lei, caso o texto seja aprovado também pelo Senado e sancionado pelo presidente da República.

José Elias

José Elias Mendes, mais conhecido como Dolfo, já foi reconhecido pelo ranking Top 10 Jornalistas Brasileiros do LinkedIn. Por lá, fala um pouquinho de tudo e está sempre aberto a conversar. Por aqui, atua como repórter para o site do OCorre News.

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