O presidente Lula participa, nesta segunda-feira (21), no Chile, de uma reunião de alto nível sobre a defesa da democracia, organizada pelo presidente chileno Gabriel Boric. 
As informações são da Agência Brasil.
Também participam do evento os presidentes da Colômbia, Espanha e Uruguai. Três temas vão ser discutidos: a defesa da democracia e do multilateralismo; o combate às desigualdades; e o enfrentamento à desinformação e as tecnologias digitais.
A reunião vai ser reservada para os chefes de Estado e será seguida de um encontro com representantes da sociedade civil, do meio acadêmico e de centros de pesquisa.
Para o Ministério das Relações Exteriores, a reunião vai dar seguimento ao encontro “em defesa da democracia – lutando contra o extremismo”, realizado em 2024, após convocação do presidente Lula e do presidente da Espanha, Pedro Sánchez.
Uma outra edição desta iniciativa irá ocorrer durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em setembro deste ano.
Lula no Chile
Às vésperas do evento “Democracia Sempre”, no Chile, os presidentes do Brasil, Chile, Espanha, Uruguai e Colômbia divulgaram uma carta conjunta reafirmando o compromisso com a democracia, os direitos fundamentais e o fortalecimento das instituições.
O texto alerta para os desafios atuais, como a desinformação, discursos autoritários e a perda de confiança no Estado. A carta é assinada por Lula, Boric, Sánchez, Orsi e Petro.
Eles também alertam para os desafios enfrentados atualmente, como a propagação da desinformação, o avanço de discursos autoritários e a crescente desconfiança da população. “Não basta evocar a democracia nem falar em seu nome: devemos fortalecê-la, renová-la e torná-la significativa”, afirmam.
Além das discussões formais, a expectativa é que o encontro sirva para alinhar posições políticas e estratégias conjuntas antes da Assembleia Geral da ONU, em setembro.
Segundo diplomatas, o Brasil deve defender a criação de mecanismos regionais mais robustos para monitorar ameaças à democracia, enquanto o Chile propõe ampliar a cooperação internacional contra campanhas coordenadas de desinformação.
A reunião também é vista como um espaço simbólico de resistência a tendências autoritárias que vêm se intensificando em diferentes partes do mundo.


