Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada no último sábado (1º) revela que 64% dos moradores do estado do Rio de Janeiro aprovam a megaoperação policial realizada no dia 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, na capital fluminense.
A ação, que teve como alvo o Comando Vermelho, resultou em 121 mortes, sendo quatro policiais entre as vítimas.
Maioria aprova a operação; 27% desaprovam
De acordo com o levantamento, 27% dos entrevistados desaprovam a operação. Outros 6% disseram nem aprovar nem desaprovar, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa ouviu 1,5 mil moradores de forma presencial e domiciliar entre 30 e 31 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Percepção de sucesso da ação
Além da aprovação geral, 58% dos entrevistados consideram que a operação foi bem-sucedida, enquanto 32% a classificam como um fracasso. O resultado reflete a percepção de parte da população de que a ação representou um avanço no combate ao crime organizado.
Apoio é maior na Baixada Fluminense
Os dados mostram diferenças significativas entre as regiões. Na Baixada Fluminense, o apoio é o mais alto, com 73% de aprovação. Já na capital, 68% dos moradores também veem a operação de forma positiva.
Esses índices indicam que a população das áreas metropolitanas — frequentemente afetadas pela violência — tende a ter uma visão mais favorável sobre ações de grande escala contra o crime.

Opiniões variam conforme posição política
O estudo também avaliou a percepção segundo o posicionamento político dos entrevistados.
Entre os que se identificam como “lulistas”, 59% desaprovam a operação. Já entre os de “esquerda não lulista”, a desaprovação sobe para 70%.
Em contrapartida, “bolsonaristas” e representantes da “direita não bolsonarista” expressam altos índices de aprovação — 93% e 92%, respectivamente.
Os independentes também demonstram apoio majoritário: 61% aprovam, enquanto 24% desaprovam.
Contexto da megaoperação
A megaoperação mobilizou 2.500 agentes de diferentes forças de segurança e teve como objetivo desarticular atividades do Comando Vermelho, a principal facção criminosa que atua no Rio.
O número de mortos, entretanto, gerou repercussão nacional e dividiu opiniões sobre a efetividade e o impacto social da ação.


