O advogado Jean Ennochi, representante da primeira-dama da França, confirmou nesta segunda-feira (14) que Brigitte Macron entrou com recurso judicial contra a decisão do Tribunal de Apelações de Paris que absolveu duas mulheres acusadas de espalhar uma fake news envolvendo sua identidade de gênero.
O irmão de Brigitte, Jean-Michel Trogneux, também recorreu, assim como o Ministério Público, segundo documentos obtidos pela AFP.
A desinformação começou quando Natacha Rey, que se apresenta como “jornalista independente autodidata”, publicou no YouTube uma entrevista com a médium Amandine Roy. No vídeo, ambas afirmavam que Brigitte seria mulher trans, classificando o fato como uma suposta “mentira de Estado”.
Durante a gravação, foram exibidas fotos pessoais de Brigitte e de sua família, além de alegações de que ela não seria mãe de seus três filhos e teria passado por cirurgias. O vídeo também expôs informações pessoais sobre Jean-Michel Trogneux.
A gravação foi compartilhada mais de 60 mil vezes e repercutiu fora da França, chegando aos Estados Unidos. O caso voltou ao noticiário recentemente, quando uma série americana explorou a mesma narrativa, levando Emmanuel Macron a se pronunciar publicamente para desmentir a informação.
Em setembro de 2023, Natacha e Amandine foram condenadas em primeira instância por difamação pública, com multa de € 500 e indenizações de € 8 mil a Brigitte Macron e € 5 mil a Jean-Michel Trogneux.
No entanto, na última quinta-feira (10), o Tribunal de Apelações de Paris absolveu as rés de 18 artigos do processo.
Agora, com os recursos interpostos, o caso volta a tramitar e deve ganhar novo capítulo nos tribunais franceses.


